Imagens em preto e branco

Ausência - Prólogo

2020.11.28 22:06 oliviaandre Ausência - Prólogo


Nascemos uma página em branco que é escrita diariamente num reflexo das ações dos que nos rodeiam, que foram já também eles, noutros tempos, tabula rasa. Nascemos limpos, e crescemos a tingir a frescura do papel com as inquietudes dos que observamos. Cada gesto inconsciente de um adulto é um trauma escondido numa criança, e todos nós somos ambas personagens na nossa própria história, personagens essas tão distintas que as liga apenas a teia do tempo.
Tempo. Outro conceito tão comum quanto incognoscível. O sol e o céu são os mesmos, mas nós morremos e renascemos com cada ciclo cardíaco, até que este se interrompa. E corremos como loucos atrás de cenouras invisíveis como se no fim não acabássemos todos no mesmo lugar. De nada a coisa nenhuma, com tanta ênfase nos entretantos. Nascemos puros, e algures no caminho perdemos a espontaneidade de existir para passar a procurar significados de coisas vazias e triviais. Quer-se a fama, o proveito, o reconhecimento. Quer-se aprovação e integração, como ovelha em rebanho. Que pavor o de acabar como ralé, que temor esse de não ser respeitado. Vivemos a vida confinados nos espelhos que nos rodeiam, e somos terras devolutas por explorar nessa prisão que é a opinião alheia.
E vivemos em sombras, com um medo terrível que alguém tenha um vislumbre da nossa essência, enquanto criticamos os restantes por viverem desta mesma forma. E quando conhecemos realmente alguém que tem a coragem de sair à luz do dia connosco, é quase magia.
Mas não é magia, é química. Tudo se reduz a hormonas, e à sorte de ter cruzado um ser numa fase semelhante de vida e disponibilidade. E aquelas sensações que nos fazem pensar que os nossos pais nunca iriam perceber, percebemos nós mais tarde que também eles as sentiram. E aquele grande amor que desvaneceu, é afinal apenas mais uma nesse universo infinito de versões que se prendem na teia do tempo. Não tem nada de único ou relevante, senão para os que a vivem. E apenas durante algum tempo, a não ser que ambos escolham ficar. E é isto o amor, escolher ficar depois das cores se desvanecerem em preto e branco, depois do entusiasmo e desejo desaparecerem sem aviso.
É acolher nos braços a tolerância à insistência de hábitos que não fogem. É abraçar o mundano e construir um quotidiano até que a mente se esmoreça de tédio.
E então, se é tão conscientemente fabricado e temporário, porque queremos nós amar ? E porque escolhemos tornar o que era para ser temporário permanente? E como sabemos nós a diferença ? O que é amar senão uma escolha ?
Curioso como comecei por criticar o crescimento humano nesta vontade inglória de ter um significado atribuído à vida e às coisas que a compõem, e dois parágrafos depois estou eu a fazer o mesmo. Atribuir significado a conceitos desprovidos dele. Que prova do vislumbre de humanidade nos meus gestos robóticos - saber que corre a vida como rio para o mar, e ainda assim tentar remar contra a corrente.
A leitura que se segue não trará a si, leitor, qualquer moralidade – nada de novo. É mais uma vez a mesma parvoíce cantada noutros tons, contada noutras palavras, vista com outros olhos. É a repetibilidade de padrões que já foram usados até enjoar, é uma nova versão da história de dois estranhos que se apaixonam na sombra, e na sombra se separam. É mais uma história de paixão e ingenuidade. Não há aqui amor senão o que perdi em mim. Não há aqui significado, nem muito menos lições de vida paternalistas de alguém que se julgue milhafre a ver a caça no chão. Há pedaços de vida crua e errónea, que aconteceu. E por me ter acontecido a mim, que vivo demasiado na minha própria cabeça, acabou a tingir de vergonha alheia este papel. E escrevo a vida, desavergonhada, com orgulho por ter tido coragem de sentir, ainda que soubesse, pelo menos desta vez, que era temporário.
Não há romance, senão em efémeros momentos em que esses processos químicos do corpo me toldaram a visão e fizeram pingar de mim palavras onde não me revejo hoje, vazia e contente. Há carne viva e crueldade, e há mundano. Há pedaços de realidade que se fundem com a ficção da narrativa que construí na minha própria cabeça enquanto a vida acontecia à minha volta. Há segredos que nunca vou poder gritar ao mundo senão deste canto das minhas quatro paredes para uma folha de um livro. Há dor que por ter sido processada é agora despejada em conjuntos de palavras que nem sempre fazem sentido. Há pedaços de mim que ninguém que me conhece sabe, e há pedaços que me identificam aos que me conhecem. E que sublime não ter de ser senão eu, protegida neste canto de anonimato.
Que falsa segurança, esta de me poder esconder atrás de um nome que não é meu, como se não fosse na mesma a minha vida em livro aberto. E que hipócrita criticar a vida dos outros nas sombras, quando todos os pedaços providos de sentimento da minha se escrevem no escuro e se dissociam da imagem de perfeição que projeto aos olhos de estranhos, também eles perfeitamente imperfeitos.
E que sonho febril será esta jornada, que relata os recantos mais obscuros da minha mente como nem eu os conheço, que é desprovida de objetivo e que é senão um reflexo da realidade filtrada na ilusão no meu olhar. Ao leitor aviso, a narradora é tendenciosa. E bem vistas as coisas, não será que o são todos os narradores?
Narramos diariamente episódios particulares das nossas vidas aos que nos rodeiam. E nunca a nossa versão corresponde à realidade, mas à interpretação unilateral de eventos que registamos na memória. E a memória é traiçoeira. Lembramos com carinho momentos isolados, até que não nos lembre mais o contexto. Imagens que se desfocam a cada segundo, e que se derretem nos interstícios de outros tantos instantes não gravados. Com o passar do tempo, nenhuma memória do evento reflete senão uma opinião formada da fotografia tratada que inconscientemente se escolheu gravar na mente, que de facto nos mente a todo o instante.
E seguimos assim, estrada fora, umas vezes acompanhados, outras tantas sós, à procura de um significado, de algo que justifique a nossa pálida existência. E andamos em círculos, correndo as veias de todas as explicações infundadas. E o que seria de nós se perdêssemos a vontade de procurar significado? Não é precisamente isso que nos permite humanizar as nossas atitudes? Que era do mundo se a criança não quisesse saber porque gira a terra em torno do sol, porque falam os humanos e ladram os cães?
Na verdade, e bem vistas as coisas, a realidade é que a terra continuaria a girar e os cães a ladrar. Os humanos, esses, talvez não falassem. Pois, que diálogo haveria para ter onde não há perguntas a fazer?
E alguns creem ter respostas, e espalham a sua fé como verdade absoluta. E que é a fé, senão mais uma prova inequívoca do temor absoluto que temos de aceitar a efemeridade da nossa existência? Um suspiro do universo, e cessamos de existir. É tão grande este nosso medo de nada que tecemos contos e fábulas em torno de argumentos refutáveis, e lutamos com paixão e sem compaixão quem quer que tenha tecido outra versão, pois a nossa é que é verdadeira. Talvez o medo seja mais humano que o amor, pois parece fechar todas as portas que a empatia abre.
Eu avisei que o sonho era febril.
E não é senão a minha vontade tão tristemente humana de perceber se o amor é apenas uma construção social que não se reflete em mim, ou se por baixo deste manto de realismo medonho ainda existe uma romântica sem cura. Não espero encontrar a resposta, porque mudo a cada instante. Quem fui ontem não é quem me construo hoje, e ainda menos quem quero ser amanhã, e a cada segundo morre um pedaço de mim que deixa outro nascer.
Quem fui ontem, foi uma criança em pele de adulto a fingir que entende o mundo à volta, enquanto acredita veemente em todas as histórias que a sua mente fabrica. Hoje sou ainda criança em essência, mas manchada de cinismo até para comigo mesma. E desse cinismo alimento as linhas de pensamento que tão desavergonhadamente transformo em pedaços de escrita criativa da qual se tira nenhum propósito.
E disto é também aparente o meu medo e a minha procura por significado. Se para mais nada, que sirva este depósito de pensamento para que aceite provas da minha própria humanidade, e me deixe de fingir autómato nesta falsa altivez.
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2020.11.20 12:56 darkstep1312 Boicote Os Supermercados: Homem negro é espancado até a morte em supermercado do grupo Carrefour em Porto Alegre

assassinatos de negros aumentaram 11,5% em dez anos, enquanto os de não negros caíram 12,9% no mesmo período

Um homem negro foi espancado e morto por dois homens brancos em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, na noite desta quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra (nesta sexta, 20). João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi agredido em uma unidade do supermercado Carrefour. As imagens da agressão foram gravadas e circulam nas redes sociais

https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2020/06/03/jovem-negra-posta-desabafo-apos-ser-seguida-por-seguranca-em-mercado-no-interior-de-sp.ghtml
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/03/19/cliente-acusa-carrefour-de-racismo-e-discriminacao-apos-ser-agredido-por-funcionarios-em-sp-veja-video.ghtml
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2020.10.27 10:23 majinmattossj2 [LER COM ATENÇÃO] NOVA MODERAÇÃO: Primeiro Comunicado

Salve nação santista! Dez dias atrás o camarada u/cartola deu uma passada no reddit, viu nossos pedidos e gentilmente me passou a moderação pra tomar conta aqui do sub. Obrigado, u/cartola, e à todos que me ajudaram!
Passei cada um dos últimos 10 dias fazendo códigos CSS pra versão do sub no OldReddit, e remodelando o sub pro Mobile/NewReddit - numa página de testes. Já está tudo engatilhado para o lançamento, mas antes de tudo, gostaria que decidíssemos juntos por votação o novo template do sub. Eu fiz alguns, que estão nos links no fim do post, e estão todos convidados à apresentarem novas propostas de template que serão colocadas em votação. Num primeiro momento, vamos decidir o template da versão desktop/PC (NEW REDDIT), que é composta pelo banner na parte de cima e pelo background (fundo de tela). Fiquem livres pra combinação que vcs quiserem - podem usar tanto imagens como cores. Se conhecem pessoas que são craques em design, é interessante pedir pra fazerem um bannebackground original também.
Para apresentar seu template: primeiro, comente no post dizendo que vai apresentar algo, e se possível forneça uma data de entrega (preferencialmente o mais rápido possível). Segundo, quando estiver com o template pronto, comente no formato "NOME DA ARTE / banner: link-imagem-banner / background: link-imagem-background" ou "NOME DA ARTE / template: link-banner-background-juntos".
Como o movimento aqui anda fraco pelo sub estar meio largado, vou deixar esse post pinnado até sexta para que os interessados cumpram a primeira etapa (apenas comentar que está interessado e fornecer uma data de entrega). Se ningém se manifestar até sexta, no sábado 31/10 iniciamos a votação com os templates que eu mesmo fiz. Se alguém ler esse post depois do prazo e quiser participar, apenas comente e incluíremos sua arte numa re-votação.
Depois que definirmos o template da versão desktop/PC, a segunda etapa vai ser definir a versão do template da versão mobile/aplicativo - que é composta apenas pelo banner (e o ícone que vai ser o escudo, obviamente). Certas versões de banner pro desktop/PC não caem bem no banner do celular, por isso as duas votações.
Já posso anunciar de antemão que desenvolvi até o momento 256 flairs para o sub, ou seja, vai ter flair pra todo gosto e ainda cabe mais, é só pedir. Tem escudos, mascotes, campo, textos, futebol feminino, temporadas marcantes, troféus, troféus com o ano e o placar das grandes finais/grandes jogos, jogadores, treinadores, linhas de frente, várias especiais do Pelé, placares de amistosos dos anos 60, placares históricos contra o trio da capital, e mais! Confiram aqui!
Templates para votação no sábado 31/10 abaixo:
Template 1 - "Preto no Branco"
Template 2 - "Simbolos"
Template 3 - "O reino e sua torcida"
Template 4 - "Ídolos do reino"
Template 5 - "Abstrato"
Template 6 -"Mar Branco em faixas"
Template 7 - "Ídolos e sua torcida" - sugestão do u/Resigningofmankind
Obs: o Postesting nos templates acima é o meu sub privado que eu uso para testes, no caso no nosso sub vai ser SantosFC escrito no lugar.
Obs2: fiquem à vontade para sugerir novas combinações entre as imagens do template acima ou criar as suas próprias como explicado nos primeiros parágrafos
Obs3: as imagens de fundo de tela se extendem pelo decorrer da página do mesmo jeito que voces estão vendo nas imagens
Por enquanto é isso galera, conto com a participação e envolvimento de vocês para fazer este sub crescer, somos o time de maior apelo global no país, vamos nos aproveitar disto! O Santos é top5 em tudo que é mídia digital, por aqui não pode ser diferente, e no momento somos o 12° maior subreddit de clubes no Brasil atrás até do Botafogo. Pouco a pouco vamos participando aqui, fazer o sub crescer e se sentir em casa!
Saudações
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2020.09.13 08:06 pissass5 Manifesto de Theodore Kaczynski (Unabomber), grande filosofo que popularizou o anarco-primitivismo

A sociedade industrial e suas consequências têm sido um desastre para a raça humana. Elas não apenas aumentaram em muito a expectativa de vida nos países "avançados", como também desestabilizaram a sociedade, tornaram a vida frustrante, sujeitaram os seres humanos a indignidades, provocaram sofrimento psicológico generalizado (no Terceiro Mundo, sofrimentos físicos também) e infligiram graves danos ao mundo natural. O contínuo desenvolvimento da tecnologia irá agravar essa situação.O sistema tecnológico industrial poderá sobreviver, ou poderá entrar em colapso. Se sobreviver, é possível -apenas possível- que com o tempo chegue a um nível reduzido de sofrimento físico e psicológico. Mas isso só poderá acontecer depois de passado um período longo e muito doloroso de adaptação, e apenas ao custo da redução permanente dos seres humanos e muitos outros organismos vivos à situação de produtos criados artificialmente e meras peças na máquina social.Se o sistema entrar em colapso, as consequências serão muito dolorosas. Mas quanto mais o sistema crescer mais desastrosos serão os resultados de sua ruptura. Portanto, se pretendemos provocar sua ruptura é melhor fazê-lo mais cedo do que mais tarde.Por essas razões defendemos uma revolução contra o sistema industrial. Essa revolução pode ou não fazer uso da violência. Ela poderá ser repentina ou ser um processo relativamente gradativo, estendendo-se por algumas décadas.A Psicologia do Esquerdismo ModernoUma das manifestações mais difundidas da doidice de nosso mundo é o esquerdismo, de modo que uma discussão da psicologia do esquerdismo pode funcionar como introdução à discussão da sociedade moderna.Chamamos às duas tendências psicológicas subjacentes ao esquerdismo moderno de "sentimentos de inferioridade" e "supersocialização".Quando dizemos "sentimentos de inferioridade" queremos dizer não apenas sentimentos de inferioridade no sentido restrito do termo, mas todo um espectro de traços relacionados: baixa auto-estima, sentimentos de impotência, tendências depressivas, derrotismo, culpa, raiva de si mesmo, etc...Os esquerdistas são hipersensíveis em relação às palavras usadas para designar integrantes de minorias e a qualquer coisa que seja dita relativa às minorias. Os termos "negro", "oriental", "deficiente físico" ou "gata" para designar um africano, um asiático, uma pessoa incapacitada ou uma mulher não tinham, originalmente, qualquer conotação pejorativa.Muitos esquerdistas identificam-se profundamente com os problemas de grupos que transmitem imagens de fracos (mulheres), derrotados (índios americanos), repulsivos (homossexuais) ou inferiores de alguma outra maneira. Os próprios esquerdistas sentem que esses grupos são inferiores. Jamais admitiriam a si mesmos que têm tais sentimentos, mas é porque realmente vêem esses grupos como inferiores que se identificam com seus problemas.Os esquerdistas tendem a odiar qualquer coisa que transmita a imagem de ser forte, bom e bem-sucedido. Eles odeiam os EUA, odeiam a civilização ocidental, odeiam os homens brancos, odeiam o que é racional.Note-se a tendência masoquista das táticas esquerdistas. Os esquerdistas fazem protestos deitando-se no chão na frente de veículos. Nesses protestos, eles provocam a polícia, intencionalmente, a cometer abusos contra eles. Essas táticas podem muitas vezes funcionar, mas muitos esquerdistas as utilizam não como meios para atingir um fim, mas porque preferem táticas masoquistas. O ódio a si mesmo é uma característica esquerdista.Se nossa sociedade não tivesse nenhum problema, os esquerdistas teriam que inventar problemas para conseguir armar confusão.SupersocializaçãoAlgumas pessoas são tão altamente socializadas que a tentativa de pensar, sentir e agir moralmente impõe um peso muito grande a elas. Para evitar seus sentimentos de culpa, elas precisam enganar-se continuamente sobre suas verdadeiras motivações e encontrar explicações morais para sentimentos e atos que na realidade têm uma origem não moral. Utilizamos o termo "supersocializado" para descrever tais pessoas.Sugerimos que a supersocialização é uma das piores crueldades que os seres humanos infligem uns aos outros.O processo do poderOs seres humanos têm a necessidade (provavelmente originária de razões biológicas) de algo ao qual chamaremos "processo do poder". Este processo está intimamente ligado à necessidade de poder (que é amplamente reconhecida), mas não é exatamente a mesma coisa.É verdade que alguns indivíduos parecem ter pouca necessidade de autonomia. Ou seu desejo de poder é fraco, ou elas o satisfazem através da identificação com alguma organização poderosa da qual fazem parte. E existem também aquelas pessoas que não pensam, tipos animais que parecem se satisfazer com uma sensação de poder puramente físico.Mas para a maioria das pessoas, é por meio do processo do poder que se adquire auto-estima, autoconfiança e um senso de poder -ter uma meta, fazer um esforço autônomo e atingir essa meta. Quando não se tem uma oportunidade adequada de viver o processo de poder, as consequências são (dependendo do indivíduo e da maneira pela qual o processo de poder é perturbado) tédio, desmoralização, baixa auto-estima, sentimentos de inferioridade, derrotismo, depressão, ansiedade, sentimentos de culpa, frustração, hostilidade, abuso de cônjuge ou crianças, hedonismo insaciável, comportamentos sexuais anormais, desordens do sono, desordens alimentares, etc.Raízes dos Problemas SociaisAtribuímos os problemas sociais e psicológicos da sociedade moderna ao fato de que a sociedade exige que as pessoas vivam sob condições radicalmente diferentes daquelas nas quais a raça humana evoluiu, e se comportem de maneiras que entram em conflito com os padrões de comportamento que a raça humana desenvolveu enquanto vivia sob condições anteriores.Entre as condições anormais presentes na sociedade industrial moderna figuram a densidade demográfica excessiva, a separação entre o homem e a natureza, a rapidez excessiva das transformações sociais e a ruptura das comunidades naturais em pequena escala, como a família extensa, a aldeia ou a tribo.Os conservadores são idiotas: eles se queixam da decadência dos valores tradicionais, mas apóiam entusiasticamente o progresso tecnológico e o crescimento econômico. Ao que parece, nunca lhes ocorre que não se pode operar transformações drásticas e velozes na tecnologia e economia de uma sociedade sem provocar transformações velozes em todos os outros aspectos da sociedade também, e que tais transformações velozes levam inevitavelmente à ruptura dos valores tradicionais.Outra razão pela qual a sociedade não pode ser reformada em favor da liberdade é que a tecnologia moderna é um sistema unificado no qual todas as partes são interdependentes. Não se pode livrar-se das partes "ruins" da tecnologia e manter apenas as partes "boas". Tomemos o caso da medicina moderna. Os avanços na ciência médica dependem dos avanços nos campos da química, física, biologia, informática e outros. Os tratamentos médicos avançados exigem equipamentos caros de alta tecnologia que só podem ser assegurados por uma sociedade tecnologicamente progressiva e economicamente rica. É evidente que não se pode ter muitos progressos na medicina sem o sistema tecnológico inteiro e tudo que o acompanha.Revolução é mais fácil do que reformaA única saída é dispensar o sistema tecnológico industrial inteiro. Isso implica uma revolução, não necessariamente um levante armado, mas com certeza uma transformação radical e fundamental da natureza da sociedade.O que sugerimos é que a raça humana poderia facilmente chegar a um ponto em que sua dependência das máquinas seria tão grande que não lhe restaria nenhuma opção prática senão aceitar todas as decisões das máquinas. À medida que a sociedade e os problemas que a confrontam se tornam mais e mais complexos e as máquinas ficam mais e mais inteligentes, as pessoas vão deixar as máquinas tomarem cada vez mais decisões em seu lugar, simplesmente porque as decisões tomadas pelas máquinas trarão melhores resultados do que as decisões tomadas pelos homens. Com o tempo, é possível que se chegue a um estágio em que as decisões necessárias para manter o sistema funcionando sejam tão complexas que os seres humanos serão incapazes de tomá-las inteligentemente. Quando se chegar a esse estágio, as máquinas estarão, efetivamente, no controle. As pessoas não poderão simplesmente desligar as máquinas porque elas estarão tão dependentes delas que desligá-las equivaleria a cometer suicídio.EstratégiaAs duas principais tarefas para o presente são promover o estresse social e a instabilidade na sociedade industrial, e desenvolver e difundir uma ideologia que se oponha à tecnologia e ao sistema industrial. Quando o sistema ficar suficientemente estressado e instável, uma revolução contra a tecnologia pode tornar-se possível.Quanto às consequências negativas da eliminação da sociedade industrial, bem, dois proveitos não cabem num saco só. Para ganhar uma coisa, é preciso sacrificar outra.A maioria das pessoas odeia conflitos psicológicos. Por essa razão elas evitam pensar seriamente sobre qualquer problema social grave, e gostam que esses problemas lhes sejam apresentados em termos simples, preto no branco. A revolução precisa ser internacional e mundial. Ela não pode ser realizada de nação em nação. Toda vez que se sugere que os EUA, por exemplo, deveriam frear seu progresso tecnológico ou crescimento econômico, as pessoas ficam histéricas e começam a gritar que se cairmos para segundo lugar em termos tecnológicos os japoneses vão assumir a dianteira.Seria inútil os revolucionários tentarem atacar o sistema sem utilizar um pouco da tecnologia moderna. Eles precisam, no mínimo, utilizar a mídia para divulgar sua mensagem. Mas deveriam recorrer à tecnologia moderna para apenas um fim: atacar o sistema tecnológico.Com relação à estratégia revolucionária, os únicos pontos sobre os quais insistimos totalmente são que a única meta que se sobrepõe a todas as outras deve ser a eliminação da tecnologia moderna, e que não se deve permitir que nenhuma outra meta compita com essa.
Edit: Isso é apenas um trecho.
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2020.07.13 20:53 Vulpzin10 Eu vou explicar melhor como funciona o MMSSTV - Crash Course

Eu vou explicar melhor como funciona o MMSSTV - Crash Course

O que é o MMSSTV

É um programa que serve principalmente para rádio amador, tipo transmitir imagem por aúdio, tipo tu colocar num radio amador de ondas curtas e transmitir para lá longe.

Vou explicar como funciona e o que realmente importa nele:

NOTA: a versão do meu programa é a 1.13A que baixei a um tempo, não sei se tem algo diferente importante, mas creio eu que funciona igual.

LAYOUT


Sync - Ele serve para tu sincronizar quando estiver usando o RX, caso ele dessincronize, mesmo quando estiver dessincronizado dá uns efeito foda, nunca usei essa aba honestamente.
RX - Ele serve para tu traduzir o áudio de SSTV para uma imagem que ela vai ficar salva no History;
History - É o histórico do que o programa capturou no RX;
TX - De longe o mais importante, ele serve para tu fazer um áudio, também tem umas opções importantes embaixo da imagem mostrada;
Template - Praticamente um overlay que tu pode fazer e ser feliz;
Abas de cima

S.pix - Ele mostra as imagens que tu carregou e deixou salvo no programa, elas tem que ser em Bitmap(.BMP) ou .JPEG;
S.Templates - Mostra os templates que tu deixou salvo no programa;
2,3,4 - Desculpa, mas eu não sei o que eles são;
Abas de baixo
Essa parte tem umas coisas ai que mostra o espectro e o nível de áudio e para tu registar, não tão importante se tu não for usar para rádio amador.

Alguns leitores e espaços para fazer logs, isso não importante
O modo que tu vai usar para RX e TX, sempre deixe em auto para RX.
Modo de RX e TX que tem nas abas respectivas de cima


TX - Transmitifazeseilá a imagem que tá selecionada
3000 ou qualquer outra coisa - É um botão que tu pode fazer uma certa frequência em hertz, só aperte com o botão direito para mudar
CW - Serve para tu transmitifazer um código morse que tu pode fazer apertando o botão direito e selecionando um dos disponíveis, se quiser fazer algo novo só ir em edit menu... e add menu.
ABC vai para uma imagem - Se ele tá selecionado tua imagem vai ter um template.
Os quatro botãozinhos com umas setas - Serve para tu adicionar um espaço preto ou mudar ele de lugar caso a imagem que tu tenha posto não seja exatamente o tamanho correto, é útil para colocar uma barra no template.
3 corzinhas RGB e uma seta para cima - Ajustamento de imagem, mudar tom de cor, saturação, etc.
Isso está na aba de cima \"TX\"

Como fazer alguma coisa nele


Transmitifazer um SSTV:

Finalmente vem a parte legal, tu vai precisar de 3 coisas:
  • Um programa para gravar áudio do sistema, o Audacity por exemplo;
  • O MMSSTV, duh;
  • Uma imagem de sua preferencia em .JPG ou .BMP;
Antes, deixe ali encima na aba TX, continuando...
Importante: Para tu carregar qualquer imagem(em .JPG ou .BMP), arraste a imagem de sua preferencia para um espaço em branco na aba S.pix.
Para esse exemplo, vamos usar essa imagem:
TARDE DEMAIS
Vai aparecer essa tela aqui, que serve para tu cortar a imagem praticamente, tu pode rodar a imagem, selecionar se tu quer alargar a imagem ou não, tu pode fazer um espaço preto e tal, se tu quiser, pode fuçar nisso a vontade. Logo após aperte em OK.

Cortador que ele mostra quando você adiciona uma imagem
Olha que bonito, além de ter enchido o espaço vazio ali(tinha uma coisa duvidosa mas eu tirei) agora temos a imagem carregada para usar.
Imagem que eu carreguei marcada.

Depois disso clique nela duas vezes e ela vai carregar ali encima

Vai ficar assim
Agora, selecione o modo de TX, ele tem vários modos setados por padrão, mas tu pode mudar apertando o botão direito, mas para esse exemplo selecione o "B/W 12"(Preto e branco, 12 segundos de duração do áudio)

Finalmente, coloque teu programa de gravação de áudio do sistema para gravar e clique em TX, ele tá marcado em vermelho embaixo da imagem selecionada.

Temos isso, agora só salvar e ser feliz com seu áudio, tu pode fazer com outros tipos de TX, que podem ser colorido, demorar mais, ter mais resolução, etc.

Isso
Traduzir um SSTV:

"AaAaA, e se eu quiser fazer traduzir de volta para uma imagem, como faço?"
Antes de tudo, precisamos setar o programa para ele pegar só o aúdio do PC, mais conhecido como "Mixagem Estéreo". Faça o seguinte:
  • Option ali encima
  • Setup MMSSTV(O)
  • Aba Misc
  • Vai ter no começo um espaço escrito Sound Card, vá em IN e coloque "Mixagem Estéreo"
  • Aperte OK
Depois de ter feito isso, vá em RX, veja se o Auto tá marcado, e coloque para tocar teu áudio.

Tcharam, agora tu tem uma imagem que ele conseguiu ler, legal não é?
Imagem traduzida
Se ele estiver com o Auto History marcado a imagem que ele acabou de ler vai direto para o History, tu pode apertar botão direito e salvar para um arquivo e ser feliz :).


EXTRAS


Como deixar zoadasso:

"Então vulpix vulpox vulpzinho vulpzin, como que eu faço ele ficar zoadasso que nem tu fez com a capa do Ovo Oddysey."

Eu recomendo agora tu fazer o mesmo que fiz antes mas com o Robot 36(Tu pode apertar o botão direito e selecionar o Robot 72 se quiser)
Depois de tu ter gravado, é só tu tocar o áudio que acabou de gravar, POREM, zoando umas coisas, tipo pular umas partes do som, colocar algum efeito que não seja tão zoado, tocar de trás para frente, etc.

NOTA: Nunca corte/mude o tom do começo, ele usa aquilo para saber qual modo do RX ele tem que usar.

"Ah Vulpzinho, ele ficou muito zoado, como que arrumo isso"

É só tu usar o glorioso botão ReSync para sincronizar, ele dá uma boa arrumada nisso e deixa entendível a imagem, use ele com moderação.

https://preview.redd.it/rxhi7qe47oa51.png?width=332&format=png&auto=webp&s=34ad17f298126d1bd620b94240fe209da64d2d6b

Como fazer e usar um template:

Vá na aba template, ele tem dois grupos de botões embaixo da imagem, um deles é das coisas que tu pode adicionar tipo, imagens e textos, e o segundo grupo é para editar a coisa que tu adicionou, tipo recortar, abrir um menu de edição, etc.

Também seleciona S.Templates 1 ali embaixo e aperte duas vezes em um espaço vazio, com isso tu limpou o template que tava ali.

Faça o que você bem entender aqui, um exemplo do que eu fiz:

https://preview.redd.it/ugli3sbh7oa51.png?width=327&format=png&auto=webp&s=73b7b3a2b408e8da2e2c7321172dcda7b8dbf9b3
Para você salvar, apenas arraste o template que você fez para um espaço vazio no S.Templates 1

https://preview.redd.it/vnwxcv5n7oa51.png?width=1440&format=png&auto=webp&s=480fcef377922970a71ff06f9a76f6508a071482

Para usar, vá na aba TX e aperte no botão "ABC para imagem", parabéns, agora tu tem um template para a imagem que vai ir junto quando tu transmitifazer o SSTV.

"Mas eu não entendi X coisa"
"Tu explicou confuso"
"Não entendi"

Apenas pergunte nos comentários, eu vou responder logo que eu ver, e se o André ver em live(se é que ele vai ler tudo isso eu falo no chat a resposta.)
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2020.07.04 06:39 HearTyXPunK Tumba dos horrores

Olá pessoal. Vou mestrar a tumba dos horrores versão D&D 5e pra uma turma de amigos minha e tenho um módulo em pt-br. Não tá a melhor tradução mas vai servir. Alguma alma caridosa teria as imagens da Tumba coloridas? No módulo que tenho tem as imagens mas tão em preto e branco. To colorindo uma por uma à mão no photoshop mas é bem desgastante kkkkkkk
Se alguém tiver as imagens coloridas e puder me enviar, fico grato!
Também se alguém já tiver mestrado ela e puder me dar umas dicas, ficarei mais grato ainda.
Valeu desde já!
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2020.06.05 15:52 Luguimon Sobre livros, eBooks e as desculpas para não ler

Sobre livros, eBooks e as desculpas para não ler
foto da tela inicial do meu eReader
Com certeza você já ouviu frases como “Eu odeio ler!”, “Já tentei ler, mas achei muito chato.”, “Não tenho tempo nem paciência pra ler.”, “Prefiro áudios.”. E sobre eBooks já deve ter ouvido “Nada substitui um livro impresso.”, “Ler na tela do celular é horrível, pois cansa meus olhos.”, “Nunca vou me acostumar com livros digitais.”. A maioria dessas afirmações não passam de desculpas. É isso mesmo. Simples desculpas.
Vamos trabalhar com números. Em 2016 foi divulgada uma pesquisa que constatou que o tempo médio de uso do smartphone por brasileiros é de 4h48min. Estamos em primeiro lugar. O segundo colocado é o chinês, com 3h03min. Somos os campeões na categoria “viciados em smartphones”. Um título amargo. Mas o que isso significa?
Supondo que metade desse tempo (e esse é um chute alto) seja gasto com vídeos e áudios (ligações, músicas, podcasts e áudios de aplicativos de mensagens), ainda nos restam 2h24min. Um leitor que tenha um hábito diário lê aproximadamente 300 palavras por minuto. Em média, 60% do conteúdo é compreendido e retido pelo cérebro na primeira leitura, no caso de um leitor diário.
Acreditando que uma pessoa comum lê em média 150 palavras por minuto, isso quer dizer que ela lê em média 21.600 palavras por dia somente na tela de um smartphone ou tablet. Se esse número não te surpreendeu, te dou outro. A Amazon identificou que a média de palavras entre todos os livros do seu catálogo é de 64.500. Você já lê 1/3 de um livro por dia sem se dar conta.
Ninguém odeia ler. Você lê diariamente. Uma placa de ônibus, um cardápio, uma mensagem de um amigo. Você odeia algum livro chato que te obrigaram a ler em algum momento da sua vida, geralmente na escola (mestres em criar o ódio pela leitura) e deduziu ingenuamente que todos os livros são chatos. Bom, agora me permito parafrasear o Prof. Pierluigi Piazzi, o melhor professor que já tive sem nunca ter frequentado nenhuma de suas aulas. Ele dizia mais ou menos o seguinte em todas as suas palestras: foram escritos milhões de livros, um deles foi escrito pra você e só você pode descobrir que livro é esse, e quando você abre a porteira, não passa só um boi, passa a boiada. O livro que me “abriu a porteira” foi Um Estudo em Vermelho, de Sir Arthur Conan Doyle, primeira aventura de Sherlock Holmes. Devorei o livro em mais ou menos 3 dias. Eu não sei qual é o seu livro, mas eu sei que ele existe.
Você tem, sim, tempo para ler. Você lê em média 150 palavras por minuto. Um livro em média tem 500 palavras por página. Em 4 ou 5 minutos você lê uma página de um livro de ficção não muito complexo.
Quantos capítulos de um áudio-livro você escuta por dia? Nem todos os livros que você gostaria de ler tem uma versão em áudio. E se você não for do tipo de pessoa que tem uma memória auditiva elevada, dificilmente conseguirá compreender e reter o conteúdo de maneira satisfatória na primeira vez que escutar um capítulo. Isso significa que você demoraria no mínimo o dobro do tempo para compreender um capítulo do mesmo livro. Eu acho que é melhor ler. E você?
Concordo que nada substitui o livro impresso e a ciência já comprovou que ler em papel é mais eficaz com relação a tempo de leitura (duração), compreensão e retenção de conteúdo. Isso porque nossos olhos funcionam com captação de luz. Os bastonetes da retina se cansam facilmente. Ler um texto num suporte que reflita luz (papel) é muito melhor e menos cansativo para os olhos do que ler num suporte que emita luz (tela do smartphone). Porém, a compreensão e retenção de conteúdo de um texto está muito mais relacionada ao seu grau de interesse pelo assunto do que com o suporte no qual ele se encontra. Você lembra do que conversou com seus amigos pelo WhatsApp. Você lembra daquela notícia que leu naquele site que gosta. Entendeu? O processo de retenção é muito mais um fenômeno emocional do que um fenômeno físico.
Por conta da exaustão visual causada por telas que emitem luz foi que a Amazon desenvolveu o eReader Kindle, leitor digital que possui uma tela que não emite luz, graças à tecnologia chamada e-Ink (Tinta Eletrônica). Atualmente essa tecnologia só produz telas com imagens em preto e branco com um touch screen menos ágil, mas para ler um livro já está ótimo. Eu possuo um eReader (não o Kindle) e posso garantir que é como se estivesse lendo em papel. Fora que no meu aparelho já tenho mais de 500 títulos dos mais variados gêneros, tudo num equipamento pouco maior que meu smartphone e mais leve, com uma bateria que dura fácil uns 30 dias, pois uma tela que não emite luz não consome tanta energia.
Se acostumar com um eReader é relativamente muito fácil. Ele cabe onde um livro comum não caberia, podendo ser levado para praticamente todos os lugares e alguns modelos já são a prova d’água, então realmente não existem desculpas.
Você com certeza tem pelo menos 15 minutos por dia de ócio: ônibus, metrô, táxi, Uber, intervalo entre aulas, horário de almoço, etc. Muito mais que 15 minutos na verdade, não concorda? Vai deixar a aquisição de conhecimento quando aposentar? Não seja idiota!
Descubra o mais rápido possível qual é o livro que foi escrito para você. Vá a uma biblioteca, sebo ou livraria e comece a ler um livro que te chame a atenção. Ficou chato? Pare e pegue outro livro. Não se sinta mal por isso, pois sua tarefa não é terminar um livro, mas sim descobrir qual é o seu livro, aquele gênero literário que girará a chave no seu cérebro para despertar o prazer pela leitura. Depois desse livro o hábito é consequência.
E você acaba de ler mil palavras.
Luiz Guilherme de Castro Nascimento
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2020.05.23 05:04 altovaliriano Os Fantoches de Gelo e Fogo (Parte 2)

Texto em inglês: https://asoiaf.westeros.org/index.php?/topic/134726-the-puppets-of-ice-and-fire/
Autor: KingMonkey
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Dunk teve a sensação mais estranha, como se já tivesse vivido tudo aquilo antes.
(O Cavaleiro Misterioso)
Há mais ecos. Quantos? Eu não sei. Às vezes os ecos parecem bastante claros, em outros momentos são bem mais fracos. Alguns deles podem ser relevantes, outros podem ser simplesmente ressonâncias do grande evento filtrando o momento e deixando sua marca em eventos menores. Alguns desses ecos podem ser produto do reconhecimento de padrões em minha mente, agora que estou tão preparado para procurá-los. Não estou certo sobre todos eles. Entretanto, eu ficaria muito surpreso se nenhum deles fosse intencional. Quase certamente há ecos que ainda não notei. Antes que comece a cavar a procura, vou explorar mais alguns que eu já vi.

O Cavaleiro Andante

Em O Cavaleiro Andante, temos outro baio puro-sangue, montado por Aerion. Ali estão outros três guardas-reais, com suas capas brancas e mais imagens fantasmagóricas: "Na extremidade norte do campo, uma coluna de cavaleiros veio trotando da névoa do rio. Os três membros da Guarda Real vinham primeiro, como fantasmas em suas cintilantes armaduras de esmalte branco, com longos mantos brancos esvoaçando pelas costas.. "
Dunk vê uma estrela cadente e a torna parte de seu brasão, uma reminiscência do brasão da estrela cadente de Arthur Dayne, e nos é dada uma descrição interessante de seu escudo: "A estrela cadente era uma pincelada de tinta brilhante através do céu de carvalho", semelhante a " Uma tempestade de pétalas de rosa soprou através de um céu riscado de sangue”.
Os três (embora não estejam sozinhos) lutam contra sete, e a causa da luta é um cavaleiro que não renuncia a seus votos, custe o que custar. O número três surge novamente no número de mortos no julgamento de 7 contra 7. É um pouco forçado, eu admito, mas talvez possamos entender o fato de que todos os homens que lutam ao lado da Guarda Real são membros da mesma família, portanto, pelo menos em termos de casas com um único representante, pode ser visto como sete. contra três.
No final, o escudeiro Egg de Dunk é revelado como um dragão secreto, e Duncan fala sobre ir para as montanhas vermelhas de Dorne.

A Espada Juramentada

Eu só passei o olho em A Espada Juramentada, mas também vi alguns elementos conhecidos lá. Há uma torre, parcialmente arruinada há muito tempo. Há uma senhora que é extraordinariamente marcial. Há um confronto em que três enfrentam trinta e três, mas há sete cavaleiros entre os trinta e três. Um truque padrão do GRRM, ele não nos mostra esse número diretamente - “Mais cavaleiros vieram na seuqência, meia dúzia deles”, mas já tínhamos um cavaleiro [Sor Lucas]. Dunk sonha em cavar túmulos perto das montanhas vermelhas de Dorne, e embora o número de túmulos seja onze, o número realmente mencionado é oito: “Tem mais covas para cavar, pateta. Oito para eles, uma para mim, uma para o velho Sor Inútil e a última para seu garoto careca”. Há outra cavalo baio puro-sangue, que Lady Rohanne tenta oferecer a Duncan.

O Cavaleiro Misterioso

Como em O Cavaleiro Andante, essa história gira em torno de um sonho. No primeiro, o sonhador é Daeron, no segundo é Daemon II. Ambos são sonhos de dragão. O primeiro vê a morte de um dragão, oo último vê o nascimento de um. Daemon, apelidado de John, o Violinista. Também sonhou com Duncan, em uma capa branca. Um sonho que se realizou, haja vista que Duncan acabaria se tornando o lorde comandante da Guarda Real. "Sonhei com isso. Com esse castelo pálido, você, um dragão irrompendo de um ovo" Pode ser que o sonho fosse, na verdade, sobre Solarestival, mas Daemon acreditava que era sobre Alvasparedes, que ele descreve como parecendo ser "feito de neve" (Um gigante em um castelo de neve?) Ou branco como a casca de um ovo, talvez. Um bom castelo para despertar dragões da pedra.
Dunk entra nas listas de Alvasparedes com um escudo sem seu brasão normal. Sua estrela cadente não está nessa história, mas há outro cavaleiro da estrela cadente: Sor Glendon Flowers, que afirma ser filho de Sor Quentyn "Bola de Fogo" Ball.
Os combates acontecem de manhã e não de tarde, mas ainda há vermelho no céu: " Em algum lugar a leste, um raio irrompeu pelo céu rosa-claro". Alguns parágrafos antes, temos " Relâmpagos reluziam azuis e brancos...". Mais uma vez, algo azul no céu vermelho.
Sor Maynard Plumm (aparentemente um agente de Corvo de Sangue, se não o próprio Corvo de Sangue disfarçado) tenta convencer Dunk a fugir com Egg. Dunk é o futuro Lorde Comandante da Guarda Real, e ele responde à sugestão de fugir com um herdeiro de Targaryen da mesma maneira que Sor Gerold Hightower respondeu na Torre da Alegria: de que ele é obrigado pela honra a não fugir .
Quando Corvo de Sangue chega para terminar a rebelião antes de começar, temos "Um exército aparecera do lado de fora do castelo, saindo das brumas da manhã [...] liderados por três cavaleiros da Guarda Real". Mais imagens oníricas na névoa e três guarda reais novamente. O exército é acompanhado por Danelle Lothstan, outra mulher com tendências marciais, e mais uma vez vemos o morcego de Harrenhal que Whent carregava.
Não há pira, mas os homens de Corvo de Sangue queimam o estandarte Blackfyre de Daemon, que estranhamente "queimou por muito tempo, mandando para o ar uma nuvem de fumaçaretorcida que podia ser vista a quilômetros dali".
Corvo de Sangue fala sobre Alvasparedes, que ele pretende "colocá-la abaixo pedra por pedra", assim como Ned fez com a Torre da Alegria.
Os eventos terminam com o nascimento simbólico de um dragão, ou assim Corvo de Sangue nos diz: " Daemon sonhou que um dragão nasceria em Alvasparedes, e aí está. O tolo só errou a cor".

A Queda de Winterfell

Estou bastante icerto sobre este caso em A Fúria dos Reis, capítulo 66, mas há alguns pontos que me fazem querer inclui-lo entre os possíveis ecos.
Há uma discussão fora dos muros antes da luta, e uma jovem donzela mantida refém do lado de dentro (Beth Cassel). Ficamos com a frase " Os seus dezessete podiam matar três, quatro, cinco vezes esse número de homens ", que tem um eco fraco de sete contra três, e quando Ramsay intervém, ele deixa cair o corpo de três líderes, Rodrick Cassel, Leobald Tallheart e Cley. Cerwin, nos portões. Ramsay é encontrado por três no castelo também, Theon, Lorren Negro e Meistre Luwin. Theon diz: "Não fugirei", como os guardas reais, que não fogem. A cena se passa à noite, quando "o sol estava baixo, a oeste, pintando os campos e as casas com um clarão vermelho" e há um detalhe estranho " Os corvos chegaram na penumbra azul" - uma cor estranha para detalhes soltos, reflexos de " Uma tempestade de pétalas de rosa soprou através de um céu riscado de sangue". A coluna de homens de Ramsey apareceu " saída da fumaça". Mais iconografia de fumaça/sombra. Temos até outro Cassel morrendo. Esses ecos são duros para a Casa Cassel.
A cena termina com a destruição de Winterfell, assim como a tenda foi queimada ou a Torre da Alegria foi demolida. O cavalo de Theon está pegando fogo, " saindo aos coices dos estábulos que ardiam, com a crina em chamas, relinchando, empinando-se… ", o que é semelhante à visão de Dany na pira funerária de " Viu um cavalo, um grande garanhão cinzento retratado na fumaça, com uma auréola de chama azul no lugar da crina".
Isso pode ajudar a explicar um mistério no próximo capítulo de Bran, ACoK capítulo 69. " A fumaça e as cinzas enevoavam seus olhos, e no céu viu uma grande serpente alada cujo rugido era um rio de chamas. Descobriu os dentes, mas a serpente desapareceu". Essa frase intrigou muitos leitores e deu origem a muita especulação. Se a queda de Winterfell ecoou os eventos na tenda, que levaram ao nascimento de dragões, podemos especular que o que Verão viu foi um eco mágico do nascimento de um dragão também. Um pouco antes, em A Fúria dos Reis capítulo 28, Meistre Luwin disse a Bran que " Talvez a magia um dia tenha sido uma força poderosa no mundo, mas já não o é. O pouco que resta não é mais do que o fiapo de fumaça que permanece no ar depois de um grande incêndio se extinguir, e até isso está se desvanecendo".

Os Sete de Bran

Um que também é muito incerto, mas com uma frase interessante. Hodor, Coldhands, Jojen, Meera, Bran, Summer e Leaf lutam contra as criaturas do lado de fora da caverna do Corvo de Três Olhos em Dança dos Dragões, capítulo 13. Esses são os sete, embora eles lutem contra mais de três. Alguns dos inimigos têm mantos. Há sombras e névoa pálida. "Seus olhos brilhavam como claras estrelas azuis" lembram " azul como os olhos da morte". Não temos muita coisa, mas há o seguinte: "Verão rosnava e mordia, enquanto dançava ao redor da mais próxima, uma grande ruína de homem envolta em um turbilhão de chamas.”

A Torre dos Crabb

As jornadas de Brienne of Tarth pelas Terras Fluviais em uma missão para resgatar uma donzela Stark tem paralelos da busca de Eddard Stark para resgatar uma donzela Stark. Em Festim dos Corvos, capítulo 20, Brienne tem um confronto em uma torre há muito caída, Os Murmúrios.
Nos Murmúrios, Brienne luta contra Pyg, Shagwell e Timeon. Esses três podem ser vistos como uma versão distorcida e barata dos três guardas reais na Torre da Alegria. Pyg é um animal menos majestoso que o "velho touro", Sor Gerold Hightower. Timeon é um dornês, como Sor Arthur Dayne, mas é o oposto da natureza cavalheiresca de Dayne. Shagwell é um bobo da corte psicótico sempre fazendo piadas sombrias, enquanto a única coisa que sabemos sobre Sor Oswell Whent é que ele era conhecido por "seu humor negro".
Assim como ocorreu na Torre da Alegria, há uma discussão antes da luta, mas, embora a Guarda Real tenha deixado claro que não iria fugir pelo mar estreito, é exatamente isso que os três malditos saltimbancos estão tentando fazer.
Brienne só tem dois homens consigo quando defronta os três, Podrick e Lesto Dick. No entanto, este é outro sete oculto. Sor Creighton Longbough, Sor Illifer, o Sem-Vintém, Sor Shadrich de Vale Sombrio e Sor Hyle Hunt também eram seus companheiros, mas ela os deixou para trás.
Brienne partiu em sua jornada com um escudo com o brasão dos Lothston, o mesmo morcego de Harrenhal que estava no elmo e brasão de Whent na Torre da Alegria. No entanto, no momento em que ela chega à torre há muito caída, ela provindenciou que seu escudo fosse repintado com o brasão de Duncan, o Alto, que incluia uma estrela cadente como a de Dayne. Ela é indicada a um pintor perto de uma taverna chamada Sete Espadas, batizada em virtude de sete guarda reais.

O ritual do gelo?

Considerando-se o foco em mantos e guardas reais, certamente devemos esperar que haja uma cena com três capas pretas em algum lugar. Talvez com três capas pretas em vez de brancas poderíamos esperar uma inversão: um ritual de gelo em vez de um ritual de fogo.
Existe a possibilidade de termos visto isso logo no início. De volta ao prólogo da A Guerra dos Tronos, vimos três mantos pretos em uma patrulha. Aqui, somos informados de que "nada queima como o frio". Sor Waymar Royce diz "não haverá fogo", as mesmas palavras repetidas momentos depois por Gared. Poderia ser essa a inversão, do ritual de gelo, que estamos procurando?
" O céu sem nuvens tomou um profundo tom de púrpura, a cor de uma velha mancha escura" poderia ser o equivalente gelado da iconografia de sangue/céu que vimos em outras passagens. Temos as oito mortes nos oito Selvagens mortos que os patrulheiros encontram. Temos imagens sombrias: " Sombras pálidas que deslizavam pela floresta. Virou a cabeça, viu de relance uma sombra branca na escuridão." Estranhamente, só consegui contar seis Outros, não sete - a menos que Royce conte para os dois times, depois de morto. “Will viu seus olhos, azuis, mais profundos e mais azuis do que quaisquer olhos humanos, de um azul que queimava como gelo” parece combinar com "azul como os olhos da morte". Sobre a espada de Dayne, Alvorada, nos contam que " A lâmina era pálida como vidro leitoso, viva de luz". Da mesma forma, o líder Outros aqui tem uma "espada pálida", "viva de luar". [...]
“Uma vez e outra, as espadas encontraram-se”, mas depois que o Outro tira sangue, “O golpe do Outro foi quase displicente” e a espada de Royce se despedaça. Quando Royce cai, os Outros se juntam "como que em resposta a um sinal". Poderia ser outro ritual de sacrifício de sangue que fortalece as lâminas dos Outros?
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Arquimeistre Rigney escreveu um dia que a história é uma roda, pois a natureza do homem é fundamentalmente imutável. O que aconteceu antes irá forçosamente voltar a acontecer, ele disse.
(AFFC, A Filha da lula Gigante) [...]

Observações e especulações

Eu disse no começo que isso é mais observação do que teoria. Tenho muitas idéias que derivam desse conjunto de observações, mas nenhuma teoria firme para extrair de tudo isso. Portanto, não apresentarei uma conclusão para este ensaio, mas sim algumas observações e especulações adicionais que, espero, inflamarão as suas. Apresento tudo isso na esperança de que alguns de vocês possam entender mais do que eu tenho entendido até agora. Espero que desencadeie algumas discussões realmente boas.
1- Muitos desses eventos dizem respeito ao nascimento de dragões. Vaufreixo viu Egg revelado como um dragão, enquanto Alvasparedes era sobre um dragão nascido da pedra. Verão viu a imagem de um dragão saindo das chamas de Winterfell. Cersei perguntou sobre as crianças meio dragão que ela teria com Rhaegar. O filho meio dragão de Dany acabou por ser literalmente meio dragão e, quando ela terminou o ritual, seus três ovos eclodiram em dragões mais literais. Acho que isso nos dá uma boa razão para suspeitar que um meio-dragão também nasceu na Torre da Alegria.
2- Há um forte rastro de sangue mágico percorrendo esses ecos. Cersei tem que se desfazer de um pouco de seu sangue, os homens de Jaime são obrigados a matar os de Ned para enviar uma mensagem, Lewin rasteja para a árvore coração para morrer, repetindo acidentalmente a antiga tradição de sacrifício de sangue em um represeiro que Bran testemunha em suas visões. O mais óbvio para o sacrifício de sangue é, claro, o ritual na tenda. Eu me pergunto se isso não realiza a ideia do sacrifício de “dois reis para acordar o dragão”. A princípio, pode parecer que Rhaego morrendo antes de Drogo contradiz “O pai primeiro e depois o filho, para que ambos os reis morram”, mas se o espírito de Rhaego entrou no corpo de Drogo, então, sem dúvida, ambos estão vivendo como rei na hora da morte. Uma alternativa poderia ser que isso é como a questão dos dragões e do gênero, um caso de interpretação incorreta. Ninguém realmente precisa ser coroado rei para ter sangue do rei, então talvez qualquer pai e filho da realeza satisfaça.
Com isso em mente, pode ser que a Torre da Alegria represente uma versão interrompida do mesmo ritual. Rhaegar morreu no Tridente e seu corpo foi queimado. Para completar o ritual então, devemos esperar ver seu filho queimado também. Há uma boa razão para pensar que isso está prestes a acontecer, com Melissandre queimando o corpo de Jon na Muralha. Haverá outra eclosão quando o ritual iniciado na Torre da Alegria for concluído? “Mate o menino...”
3- Há um maegi na tenda de Cersei, bem como havia na de Drogo. Há um meistre na queima de Winterfell e na Fortaleza de Maegor. Também pode haver uma figura semelhante em Alvasparedes. Isso é completamente especulativo, é claro, mas há uma tropa de anões que aparentemente são agentes de Corvo de Sangue que roubam o ovo do dragão. Um desses anões poderia ter sido o Fantasma do Coração Alto? Howland Reed, com seu treinamento de vidente verde, pode ter desempenhado um papel semelhante na Torre da Alegria. Outra possibilidade intrigante é que o Fantasma pode ter sido trazido para a Torre da Alegria das Terras Fluviais com Lyanna. Quando Arya encontra o Fantasma no Coração Alto, o Fantasma já sabe quem ela é, mas reage com consternação ao vê-la de perto. Talvez seja porque a aparência de Arya lembrava a de Lyanna? Isso poderia responder perfeitamente à pergunta de quem estava cuidando de Lyanna e quem eram “eles” que encontraram Ned com Lyanna, quando apenas Howland havia sobrevivido.
4- Solarestival pode ter sido outro desses eventos. Temos muito poucos detalhes, mas sabemos que pelo menos um guarda real estava lá, Duncan, o Alto, que parece estar envolvido nesses ecos de alguma forma. Após a morte de Duncan em Solarestival, o comando da Guarda Real passou para Sor Gerold Hightower, descrito em O Mundo de Gelo e Fogo como o novo jovem comandante. É razoável especular que Dunk não foi a única fatalidade da guarda real ali, ou podemos esperar que uma guarda real mais velho ocupasse o lugar de Dunk. Será que haviam três lá? Havia sete ovos, talvez como os sete que enfrentavam os três. Temos um presente de bruxa da floresta e um castelo queimado até o chão. Da canção de Jenny, temos “
No alto dos salões dos reis que partiram, Jenny dançava com os seus fantasmas...“. O que pode trazer à mente as sombras dançando na tenda. Temos a morte de um rei e o nascimento de um dragão, Rhaegar. Podemos especular que Duncan, o Alto, o pobre Dunk, o Pateta, apesar de ter vivido mais desses ecos do que qualquer um, atrapalhou os dragões de eclodirem ao resgatar Rhaegar.
O que sabemos sobre Solarestival é que a intenção de Jaehaerys era cumprir uma profecia sobre a criação de dragões, e isso por si só se encaixa no simbolismo que temos aqui. Sabemos que Rhaegar tinha motivos para acreditar que ele era o príncipe nascido em meio a sal e fumaça por causa de Solarestival, então ele achou importante. Obviamente, isso é algo altamente especulativo, mas se descobrirmos que havia três guardas reais em Solarestival, reservo-me no direito de dizer “eu avisei”!
5- A idéia de Targaryens bebendo fogovivo para se tornar dragões sempre pareceu plenamente louca. Talvez eles soubessem mais do que nós, e estavam tentando se tornar o homem em chamas, que cavalga no cavalo de fogo?
6- Me pergunto se o garanhão vermelho é um símbolo do cavalo-em-chamas. Dizem-nos que os dothraki acreditam que as estrelas são cavalos de fogo. É interessante considerar que um dragão também é um cavalo de fogo. Pode ser que em algum sistema totêmico, o advento dos cavaleiros de dragão Targaryen significasse que o dragão veio substituir o cavalo de fogo.
7- Há muito simbolismo animal envolvido, frequentemente repetido em vários desses eventos. Gostaria de saber se isso representa algum panteão antigo de divindades animistas: O Urso, o Javali, o Veado, o Lobo, o Morcego, o Touro, o cavalo em chamas / homem em chamas (cavalo e cavaleiro em chamas?
8- O aviso de GRRM sobre o sonho febril na Torre da Alegria, de que não devemos interpretar muito literalmente, é interessante, pois pode refletir o GRRM nos alertando que o que vimos não é a realidade mundana que vimos em outros momentos.
9- A semelhança entre o seqüestro do irmão de Jaime e o seqüestro da irmã de Ned pode ser motivo para pensar que Lyanna foi sequestrada na Estalagem da Encruzilhada. Isso criaria uma simetria interessante de eventos, já que o Vau Rubi, onde Rhaegar morreu, está ali próximo.
10- Existem sobreposições e diferenças, mas podemos começar a considerar uma lista de sinais que parecem ser compartilhados por vários exemplos diferentes:
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2020.05.14 05:53 DreadOracle Uma vida fictícia

Nunca me faltou nada. Amor, carinho, conforto e apoio. Eu tenho tudo isso, então que direito eu tenho de me sentir tão vazio?
Quando criança, eu era apaixonado por criar estórias em quadrinhos, pouco me importando se haveria alguém para imergir no mundo que eu criei ou não. Ainda bem novo, eu e meu irmão começamos a brincar de interpretar personagens antes mesmo de saber que isso se chamava roleplay. Fizemos isso por longos anos, mas arrisco dizer que essa prática havia se tornado algo mais importante pra mim do que era pra ele. Eu não precisava de amigos, ou uma namorada (embora eu até desejasse uma), porque viver naquele mundo que eu e meu irmão criamos supria todas as minhas necessidades.
Até que começamos a brigar.
Na medida que amadurecemos, nossas ideias começaram a divergir. Eu, por ser mais novo, frequentemente me vi numa posição de submissão em que eu precisava aceitar o que me era imposto, apenas para não perder contato com aquele mundo que uma vez já chamei de lar. Mas eu só estava adiando o inevitável. Cedo ou tarde, chegaria o dia em que eu explodiria em ódio e ressentimento, arrebentando aquelas correntes que me aprisionavam no que havia se tornado uma relação psicologicamente tirânica. A semente da depressão foi plantada.
Prometi aos meus personagens, agora órfãos de um mundo, que os daria um lugar para viver. Nisso, escrevi um livro. Apresentei a minha história para alguns amigos que, para minha surpresa, gostaram muito do enredo; até que um desses acabou criticando duramente aquela obra que eu escrevi com tanto carinho: "Não curto historinhas de princesa da Disney". Como eu não tinha maturidade para lidar com críticas naquela época, eu olhei para meu trabalho e senti vergonha de mim mesmo. A partir dali, eu me comprometi a reescrever a estória até que ela estivesse bem distante de algo que pudesse ser chamado de "Disney". E foi assim que eu, depois de muito reescrever, subtraí todas as cores daquele universo mágico e o transformei em um império industrial esfumaçado, amaldiçoado pela praga e a indiferença dos ricos. O que antes era uma aventura cheia de conquistas, se tornou um passeio pela decadência humana. E ainda assim, eu não sinto orgulho do que eu criei.
Palavras não eram o bastante.
Obcecado por dar vida aos meus personagens, eu persegui o ramo artístico e me fascinei com as possibilidades da computação gráfica desde bem cedo. Antes mesmo das coisas darem erradas com meu irmão, eu já fazia meus primeiros joguinhos 2D com o Game Maker. Mas ainda assim, não era o bastante. Já fazem anos que eu me dedico a aprender modelagem, escultura e animação 3D, porque nada me traz mais satisfação do que vê-los respirando, piscando os olhos e andando. Então, se eu não puder ganhar a vida com isso, eu vou morrer tentando.
Mas ainda falta alguma coisa.
O único motivo pelo qual eu cheguei a pagar várias mensalidades de World of Warcraft era para poder me conectar com as pessoas através da interpretação de personagens (e porque eu amo draenaias). Vivenciei experiências incríveis que eu pensei ter morrido no mundo que eu havia criado com meu irmão. Mas também experimentei momentos ruins que me marcam até hoje. Meu deus, é só um jogo!, você deve se sentir tentado em dizer. Mas eu aprendi que coisas são apenas coisas, e que a diferença está no valor que atribuímos a elas. As imagens podem não ser reais, mas os sentimentos não são computação gráfica também. Parece óbvio, mas eu precisei de uma terapeuta para me dizer isso, porque eu nunca quis aceitar o impacto que o mundo irreal tinha sobre mim. Na verdade, eu nem gosto de chamar isso de "irreal", porque isso seria negar qualquer forma de experimentar essas realidades apenas por não serem palpáveis.
Enfim, eu me frustrei com World of Warcraft.
Meu último projeto no Game Maker foi um joguinho simples voltado para interpretação de personagens, onde você carrega uma imagem de fundo para representar o lugar onde a história vai se passar, usa fotos de avatar para representar os personagens, coloca sons de ambiente, música, e usa do teclado para tocar uma variedade de efeitos sonoros, desde passos até tiros de laser e magia. Nada muito complexo. Ah, e claro, tem um chat também, embora foi se tornando menos usado, já que eu e meu irmão sempre fizemos as vozes dos personagens, como se fossemos dubladores mesmo.
Mas dessa vez, eu estava lá, sozinho.
Usando uma foto minha em preto e branco, criei um personagem para representar a mim mesmo ali e, pela primeira vez em muito tempo, conversei com meus próprios personagens. Eu enlouqueci enfim, foi o que eu pensei. Sim, era eu conversando comigo mesmo. Eu criando e respondendo as minhas próprias perguntas, respeitando as crenças e personalidade de cada um deles. Alguns pareciam me desprezar, outros tentam me ajudar, preocupados comigo. Mas todos querem viver. Alguns mais, outros menos, todos anseiam por uma forma de se manifestar no mundo real, mas alguns sabem que minha sanidade está em jogo e respeitam essa condição que me torna dolorosamente humano. Minha psicóloga já tirou o peso da esquizofrenia das minhas costas, me dizendo que o que eu faço é chamado de Imaginação Ativa, uma forma de se comunicar com as figuras do inconsciente através de sua personificação. Ela até se mostrou bastante interessada no conteúdo desses diálogos, que eu passei a escrever e levar para as consultas. Se não fosse por ela, eu até hoje não me levaria tão a sério.
Estou cansado. Exausto.
A jornada à frente é longa, e tudo que eu tenho são essas vozes que eu personifiquei para me fazer companhia. Elas se tornaram minha ferramenta para suportar a solidão. As vezes me surpreendo e até me emociono com as coisas que eu "escuto". Me sinto mais acompanhado pelos meus personagens do que por muitas pessoas fisicamente presentes. Eu não sou um suicida em potencial, embora já tenha tirado meu próprio sangue, apenas para me sentir mais vivo. Só espero conseguir cumprir o meu propósito antes de ensandecer; quem sabe, transformando toda essa desgraça em entretenimento.
"A solidão não chega por você não ter pessoas ao seu redor, e sim por não conseguir comunicar as coisas que são importantes para você, ou por manter certos pontos de vista que os outros consideram inadmissíveis" — Carl Jung
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2020.03.23 07:12 Almadart fluxo de consciência elevada

Céus, por que diabos eu fui largar de ler meus filosófos e histórias de mais de milênios de anos passados para ler Jack Kerouac? Minha cabeça, que tava tão perfeitamente organizada agora é uma bagunça de imagens se formando sem parar, sem sentido algum. Eu quero dormir, quero dormir, quero dormir, à essa hora eu deveria estar sonhando com alguma garota talvez, ao invés disso minha mente tá a mil por hora de madrugada só porque eu li mais de cinquenta, quase setenta páginas de uma vez, sem parar. Ah, sabe, nem faz sentido essa coisa de preto no branco quando a gente acaba lendo e boom! nossa mente explode em laranjas amarelos azuis e vermelhos por todas as partes com uns verdes por ali descendo formando as árvores, imagens que se formam tão fortes que me fazem ate pensar se o que ta na minha frente que não é real, que nem sei se as pessoas pensariam o mesmo. Talvez isso seja um sonho, minha vida é falsa, mas não num sentido ruim, ela é falsa pois então pode ser qualquer outra coisa que eu possa imaginar sabe, por exemplo agora eu estou á beira de pular num lago indeciso indeciso sobre a madeira que está sob os meus pés, eu pulo e no ar, assim mesmo, flutuante, me arrependo de ter construido esse universo, esse lago reluzente como não há outro igual, esses pinheiros escondendo o pôr do sol montanhesco e essa luz que perpassa por eles, iluminando meus olhos. Isso é só mais um sonho fútil, na verdade o objetivo do meu organismo é reproduzir os meus genes predominantes que se escondem nos espermatozoides enjaulados nos meus testículos, fingir estar na natureza é só um meio de escapar da mais selvagem da natureza, que só quer estar do lado de uma perseguida a todo instante, nua, peluda, igual esse matagal que envolve esse lago, e, por isso mesmo tenho a certeza que o meu cérebro nem é feito de neuroniôs, absolutamente ele deve ser feito de corpos de mulheres quadrimensionais entrepassadas nelas mesmas, infinitas, talvez Circes imortais descansando no olimpo e excitando o pensamento de todos os seres inferiores, que se percebem só como demônios refletidos num espelho tridimensional. Oh! Coitados! Presos em mundos de reflexões! De cem em cem mil aparece um com um sétimo sentido alvoroçado da testa que consegue fugir da regra pela Poesia! Tamanha é a incidência dos vértices dos corpos curvos das musas aéreas formando ângulos retos que desses poros que estão na sua pele e exalam a mais doce água materializada pelo choque de brilho de luz emitido por seios, quadris e ventres dessas fêmeas imortais suando! Ah, como elas soam sobre nós! Esfriam nossos órgãos no calor, esquentam nosso coração no frio! Trezentos dicionários memorizados não bastariam para expressar sua magninamiedade! É melhor fechar os olhos, retrair a musculatura e vê-las pela lingua da consciência pura! Fazendo isso eu percebo como é rasa a escrita! De onde vieram essas palavras mesmo? São apenas ferramentas, coladas umas às outras pelo raciocínio! Banalidade! O que sentem os mais santos está longe das palavras! Porque não deixar que esses sinceros píxeis me levem à roçar na metafísica das emanadas? Sim... desapareço. Sou só átomos envoltos de vazio por dentro e por fora. Será essa o logos de Deus? Melhor deixar essa resposta pros padres responderem. Só vou eclodir nessa bomba atômica que é o eclipse da divindade. Deixar que a linguagem evolua para uma simples resfalícia mateguiratinacídea flor aurevolar.
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2020.02.13 21:04 Bianval Redes sociais dos anos 80-90: Carderno-Questionário! Até os memes já existiam! Alguém lembra?!

Simplesmente chamado de "Questionário" (ainda fazem hoje?), tinha um papel parecido das redes sociais... era um espaço pra compartilhar e reunir opiniões, gostos, afinidades e peculiaridades de diferentes pessoas. Era coisa de menina, poucos meninos ousavam fazer seu próprio questionário (mesmo morrendo de vontade!), mas podiam responder. E ser convidado pra responder o Questionário de uma menina popular era um grande privilégio, fazia vc se sentir importante! Só as pessoas mais populares e mais fodonas da escola tinham o direito... eram os grupinhos.
Já existiam memes tbm! Eram frases de efeito, imagens feitas à mão (até tirinhas cômicas) compartilhadas em pequenos pedaços de papel, e figurinhas (até um tempo atrás eu ainda tinha muitos desses "memes" guardados), ou mais comum: escritas nas últimas folhas do caderno. Essa era uma prática comum entre os meninos. Se o cara pedisse pra vc assinar o final do seu caderno (e escrever um meme ou fazer um desenho) significava que ele tinha grande consideração por vc.
Alguns, principalmente meninas, tinham cadernos (ou agendas) específicas pra reunir memes, pensamentos, figurinhas, textos engraçados, depoimentos de amigos (tipo o que o existia no Orkut)... Essas coisas eram compartilhadas e até se tornavam virais!
Alguns memes/frases de humor que eu lembro:
- O estudo é a luz da vida. Poupe luz, não estude!
- A vida é um papel higiênico, quando não está no rolo, está na merda.
Ou então o poema do "Cume", que era viral nesse meio muito tempo antes de se tornar música: No alto daquele cume plantei um pé de roseira, o mato no cume cresce, a rosa no cume cheira... quando a cai a chuva (e aí vai...)
Ou então aquele borrão preto e branco (xerox), vc tinha que fixar os olhos num ponto preto por um minuto, depois olhar pra parede branca e via a imagem de Jesus... era uma das "postagens" mais procuradas da época.. hahah
Vocês se lembram de mais coisas? Estou bem fora do contexto escolar e o universo adolescente de hoje... essas coisas ainda existem?

https://www.buzzfeed.com/bclarissapassos/caderno-de-perguntas-primeira-rede-social
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2019.09.04 17:03 mgramigna4L O Espaço Entre os Espaços

A história reportada a seguir é baseada em acontecimentos reais. Por ser um experimento confidencial, os nomes e a localidade foram ocultados ou alterados.
______________________________________________________________________
Já passavam das duas da manhã e os cientistas estavam cansados. Dr. Gama e Dr. Omega estavam há exatos 756 dias preparando este teste e há cinco dias sem dormir mais do que vinte minutos. A cápsula temporal os levaria até três minutos e trinta e três segundos no passado, em uma sala de segurança, onde observariam a si mesmos por um tempo até voltarem até sete minutos e cinquenta e seis segundos no futuro.
Os dois haviam idealizado o projeto da máquina do tempo há tantos anos que isso, de alguma forma, nem parecia mais algo surreal. Era, simplesmente, banal o fato de que Gama e Omega estavam prestes a ir contra as leis da física de vez e provar que, de alguma maneira, Einstein estava errado.
Omega era o mais velho dos dois. Não era casado, mas já foi um dia. A esposa pediu o divórcio quando o projeto foi aprovado pelo governo. Ela argumentava, e depois gritava, que ele nunca deu mínima para ela e os filhos de verdade e, por isso, aceitou a clausura que é a instalação onde vive hoje. Ela estava certa. O cientista não fazia ideia de que o filho mais novo havia morrido em um acidente de moto e que a filha mais velha acabara de dar à luz ao seu primeiro neto. Mas é como foi dito, ele não se importava.
Gama foi o aluno mais brilhante que passou pela classe de Omega. Ele era, não tão incrivelmente, mais inteligente que o professor. Órfão de pai e mãe, o rapaz foi criado pelos avós, já falecidos. Nunca namorou, ou mesmo se relacionou com alguém por mais de cinco minutos. Tudo que importava em sua vida era o trabalho e a ambição pelo poder, algo que ele tentava ocultar, miseravelmente, do seu mestre. O jovem PhD raramente teve alguma ligação com o “mundo exterior”. Seu laboratório era o único bem material que importava para ele.
– Nós não temos mais tempo a perder. – Exclamou Omega.
– Acalme-se, professor. Há uma probabilidade de 99,863 % de obtermos sucesso.
– São esses 0,137 que me preocupam, garoto.
Depois de todo esse tempo trabalhando juntos Omega ainda tratava Gama como um inferior. Era a única forma que o velho via para mascarar a inveja que ele sentia do brilhantismo do ex-aluno. Ele sabia que o rapaz era muito melhor do que ele em qualquer aspecto que importava. E, por isso, ele receava pelo o que o prodígio poderia vir a se tornar. Além de também ter certeza que o garoto era um sociopata. Os rumores que ouviu sobre o garoto na época da faculdade só podiam ser verdade. Mas é como foi dito antes, Omega não se importava muito. Ele certamente se arrependerá de não ter dado a devida atenção a isso antes.
Já estavam prestes a começar o procedimento. A cápsula do tempo não era tão pequena. Haviam assentos no interior, arranjados em um círculo, disponíveis para cinco pessoas.
Omega foi o primeiro a entrar pela escotilha superior da cápsula. O velho não conseguia esconder sua ansiedade. Dois anos e vinte e seis dias de trabalho que ele fingia não estar contando. Ele já estava tão estressado que até os pelos da sua barba haviam começado a cair. Omega, um dia, já foi um jovem e ambicioso empreendedor que largou a faculdade para fundar uma startup de tecnologia. Quase faliu a si e aos sogros, foi obrigado a voltar aos estudos e se dedicar à vida acadêmica. As frustrações dos fracassos acumulados ao longo de sua vida tiravam mais seu sono do que qualquer outra coisa.
Já Gama entrou com calma na cápsula. Não estava ofegante como o professor. Aliás, nunca esteve. O jovem que antes nunca havia se interessado por nada, ou ninguém, teve um breve momento de humanidade aparente quando conheceu Linda há exatos 749 dias. Ele a seguia por todos os cantos, sabia seus modos, seus costumes, a anatomia de seu sorriso. Ele esteve com ela nos últimos sete dias antes da clausura voluntária e até parecia estar feliz.
A cabine estava vazia com apenas os dois cientistas ali. Parecia errado, parecia impuro, mas eles estavam preparados. O experimento já ia começar.
Apertaram os cintos, viraram todas as chaves e alavancas necessárias e a única coisa que faltava era pressionar o grande botão vermelho. Gama e Omega se olharam.
– Dr. Omega, eu acho correto que–
– Nem pense nisso, garoto. – Disse Omega interrompendo o rapaz e imediatamente pressionando o grande, e ameaçador, botão vermelho.
E ele pensou que isso seria uma boa ideia. Imediatamente se arrependeu da decisão. Omega nunca havia visto Gama com um olhar raivoso, aquela foi a primeira vez e isso o deixou assustado. Toda ideia da cápsula do tempo, a criação da partícula Fermi e a idealização do projeto em si, tudo partiu de Gama. Omega apenas se aproveitou de seus antigos contatos empresariais, alguns nomes que conhecia no governo e sua inata habilidade de parecer mais inteligente do que realmente é. Nunca o jovem reclamou, Omega até achava que ele era grato por, de certa forma, se apossar da sua ideia. Naquele momento Gama sentiu ódio e Omega pôde perceber.
Tudo corria normalmente, era possível ver o lado de fora através das pequenas janelas. Os raios azuis ricocheteavam pelas paredes de concreto e logo formariam o domo de energia em volta da cápsula. Omega estava eufórico, de felicidade por tudo estar correndo bem e também de temor pelo o que Gama faria assim que retornassem.
Algo começou a mudar…
Um estranho cheiro de amônia infectou pelo ar, os raios do lado de fora que, em todos os testes, sempre foram azuis se tornaram amarelos. Algo estava errado. Dentro da cápsula, uma esfera de energia também amarela se formou bem no centro.
Omega estava preocupado.
Gama estava fascinado.
Nenhum deles sabia a causa da anomalia, e isso poderia significar o fim do projeto, de todo esse tempo de trabalho, e de suas vidas.
O olhar de Gama era algo significativo no momento. Ele estava gostando daquilo. Isso era algo inconcebível para Omega. O discípulo controlador e meticuloso que ele conhecia estaria revoltado pelo experimento não sair como o planejado. Gama olhou dentro da esfera e viu o caos. Omega não sabia naquela hora, mas o Caos olhou de volta para ele.
A esfera começou a se expandir exponencialmente emitindo um alto som, como o de uma larga turbina. Omega, desesperado, gritou palavras aleatórias inaudíveis para Gama. O rapaz se livrou de seu cinto de segurança e se levantou. Enquanto andava em direção à esfera de energia, Omega gritou novamente, mas dessa vez uma palavra monossilábica, ainda inaudível.
Gama foi atingido pela superfície expansiva da esfera e jogado contra a parede da cápsula. Uma forte explosão luminosa cegou Omega por 37 segundos. Retornando aos seus sentidos, olhou para o seu lado direito e viu o parceiro caído, desacordado e com um enorme corte escorrendo sangue na testa. Eles estavam parados no mesmo lugar.
Nada havia mudado.
Ainda atordoado, passando os olhos pela cápsula, em seu lado esquerdo, Omega, por um instante pensou estar delirando, não acreditava em seus próprios olhos. Uma terceira pessoa estava ali. Uma mulher, aparentando ter de trinta a quarenta anos, negra, de cabelos cacheados e castanhos, vestindo uma roupa de segurança extremamente igual à dele, porém com uma letra grega diferente bordada no lado esquerdo do peito.
Alpha.
– Eu sabia que não devíamos ter nos precipitado assim. Merda… – Disse ela.
– Que porra é essa? Quem é diabos é você?! – Ao mesmo tempo, perguntou, exclamou e questionou Omega.
– Como assim, Dr. Omega? Que tipo de pergunta é essa? – Ela demonstra genuína surpresa com a reação do colega.
– Quem é você? Como você surgiu? De onde você veio? – Ele age de forma hesitante. Se não estava tremendo antes, agora ele estava.
– Ok, a anomalia gerada durante o teste deve ter lhe causado algum dano neural. Você está se sentindo nauseado? Teve alguma falha na visão, ou audição? Consegue se levantar? Você por acaso olhou diretamente para a anomalia? – Perguntou ela, tão rápido que não era possível para alguém conseguir assimilar, enquanto se levantava para dar assistência ao colega.
Uma pessoa havia aparecido do nada dentro da cápsula e agia como se o conhecesse há anos. Ela estava visivelmente cansada e estressada, como ele. Omega tentava disfarçar, mas estava exposto na sua expressão a angústia que sentia naquele momento. Gama permanecia desacordado.
– Você não está me reconhecendo mesmo, não é? – Alpha questionou sinceramente, andando em direção à Gama.
Omega apenas respondeu com um olhar.
– Alpha. Dra. Alpha. Física de Cordas. Parceira de laboratório. Estou aqui há dois anos, vinte e seis dias e sete horas.
Ele ainda não tinha a mínima ideia do que estava acontecendo. O teste final havia dado errado. Seu colega estava desacordado e uma pessoa que nunca viu na vida estava na sua frente, olhando nos seus olhos, e alegando ser uma outra colega de trabalho que sempre esteve ali.
Mas ela estava?
Será que o estresse de Omega estava tão alto nos últimos dias que, simplesmente, deletou da memória a existência de Alpha? Ele não tinha certeza de mais nada, mas uma terceira cientista faria todo sentido, claro. Em um projeto desse tamanho, com essa importância faria sim todo sentido que o próprio governo nomeasse um profissional de confiança deles para participar também.
O que não fazia mais sentido era, por que estavam apenas os cientistas sozinhos em uma instalação daquele tamanho? Sem seguranças, sem profissionais de manutenção, sem serviços, já que o projeto era tão importante assim.
Só Gama poderia confirmar ou contradizer seu pensamento.
Mas ele ainda estava desacordado.
– Vamos tirá-lo daqui. – Disse Omega.
Eles o levaram para a enfermaria. Haviam dezenas de macas extremamente ensanguentadas lá. O sangue estava jorrado até pelas paredes.
– O que aconteceu aqui? – Perguntou Alpha. – Onde está todo mundo?
– Havia– Omega hesitou. Respirou fundo. – Havia alguém aqui? – Perguntou ele tentando soar minimamente são.
– Sim. Bem… Não. Não sei, na verdade. – Disse ela incerta, pela primeira vez.
– Você acabou de me dar todas as respostas possíveis. – Ele disse com um inquietante tom de ironia na voz.
– Estou confusa. Talvez tenha sido o incidente.
– É, talvez. – Omega estava cada vez mais desconfiado. – Vamos colocá-lo em algum lugar e depois checar as imagens do circuito interno de segurança. – Ele disse tentando desviar a atenção dela.
– É uma boa ideia. – Concordou Alpha.
Alpha limpou um dos leitos tirando os lençóis sujos de sangue e substituiu por novos e ainda lacrados na embalagem enquanto Omega ainda carregava o colega desacordado.
Eles tentaram aplicar soro intravenoso em Gama, mas nenhum dos dois cientistas tinha esse tipo de treinamento. Erraram a veia algumas vezes até desistirem. Deixaram algumas garrafas de água mineral em uma bandeja ao lado da cama do rapaz. Limparam a ferida que, estranhamente, já estava fechada. Todo o sangue que estava no corte era apenas o que estava na superfície da pele.
Não será uma boa sensação acordar sozinho em uma enfermaria naquele estado, mas era a única opção naquele momento.
Por alguns instantes, a presença de Alpha não parecia mais algo tão estranho para Omega. Era como um estranho corte de papel em um dos dedos, que você não se lembra mais de onde surgiu e não se incomoda mais por ele estar ali. Se tornou natural.
Ao chegarem na sala de segurança, mais sangue. As coisas continuavam a não fazer mais sentido. Mas a cada minuto que se passava, a estranheza se tornava comum para eles.
Omega era o expert em tecnologia ali. Não que precisasse disso para operar um sistema de segurança primário como aquele, mas mesmo assim tomou a frente na situação. Alpha estava de pé analisando os doze monitores aos mesmo tempo, enquanto o colega procurava pelos arquivos.
– Vamos começar pelas gravações de cinco dias atrás. – Disse ele.
– É um bom começo. – Respondeu.
As imagens mostravam a instalação repleta de funcionários, desde limpeza, seguranças, assistentes, cozinheiros, Gama e Omega, mas nada de Alpha.
Ambos estavam apreensivos. Ela tinha certeza que sempre esteve ali. As filmagens mostravam o contrário, confirmando a hipótese dele. Após alguns minutos analisando as imagens, tentando encontrar algum rastro de Alpha naquela instalação todas as câmeras de segurança falharam por um breve momento e todas as pessoas da instalação desapareceram. Todas. Incluindo Gama e Omega.
E foi quando aconteceu.
Alpha apareceu pela primeira vez nas imagens de segurança. Sozinha dentro do prédio, vivendo e convivendo como se tivesse a companhia de todos.
As imagens falharam novamente.
Ela desapareceu.
Gama e Omega reapareceram.
– Quem é você? – Ele fez a pergunta errada.
– Eu- Antes que Alpha terminasse, Omega a interrompeu.
– NÃO! Eu perguntei: QUEM. É. VOCÊ?
– EU NÃO SEI, OK? – Respondeu ela completamente irritada. – Eu não sei… – Alpha abaixou seu tom, mas sem demonstrar fraqueza. Não tirou os olhos dos monitores por um segundo enquanto falava. – Eu me lembro de tudo. De tudo.
Silêncio.
Omega se levanta lentamente, começa a andar, inquietamente, de um lado para o outro enquanto a suposta colega continua encarando as telas como se fosse encontrar alguma solução naquelas imagens. Ele se afasta quietamente e tenta alcançar a porta.
Alpha não consegue entender. Nada daquilo faz sentido. E ela continuava se fazendo as perguntas erradas. A pergunta certa?
O que aconteceu com as outras pessoas que estavam lá?
Claro.
Ela não se perguntou aquilo no momento. Sua crise existencial, e talvez pela primeira vez essa expressão é usada literalmente, tomava toda sua atenção enquanto Omega, aquele salafrário, a trancava na sala. Ela nem percebeu. Se virou e foi direto ao quadro branco de avisos. Alpha não conseguia encontrar o apagador e começou a escrever por cima de todos os recados.
Omega foge. Como o covarde que é, como sempre fez na vida. Ele tinha que encontrar Gama e juntos eles tinham que dar um jeito nela. Em tudo. Em todos os erros que cometeram. Eles tinham que reativar a máquina do tempo e impedirem a si mesmos de criarem o projeto. Ele planejava mesmo voltar dois anos no passado.
Alpha está tão concentrada calculando que nem se deu conta do que aconteceu. E é quando a ideia a atinge. Quase de forma cartunesca, a epifania, aquela clássica sensação de “eureca” e Alpha conclui que ela e aquelas versões de Gama e Omega são de realidades diferentes.
– Claro! – Exclamou.
Era só uma hipótese, mas ela tentava provar com cálculos que estava certa.
– Ok, faz todo sentido. – Ela disse se afastando do quadro e o olhando a distância. – Ok. OK. OK. – Ela repete indo e voltando em direção ao quadro.
Alpha começa a desenhar duas elipses paralelas e entre elas uma pequena bola preta. Ela explica:
– Ok, essas são nossas duas realidades. Ligeiramente distintas, correto? Aqui é onde estamos. Espremidos entre elas. Presos em algum tipo de limbo. Um espaço entre os espaços. Uma não-realidade. Uma não-existência. Ok? Ok. Mas o que causou isso?
Ela se afasta novamente. Olha e volta e não encontra Omega. Fica confusa por poucos segundos, mas no fim entende. Ele estava assustado. Mas também pudera. Óbvio que ela também estava, mas agora talvez haveria uma solução.
A cientista retorna às imagens do circuito de segurança em um dos monitores. Ela retorna ao momento que as imagens falharam pela primeira vez e analisa frame a frame para ter uma visão minuciosa do que realmente aconteceu.
Ela encontra.
Em apenas um frame.
Uma falha acontece e (quase) todas as pessoas que estavam na instalação desaparecem. Ela se vê novamente interagindo com pessoas que não estavam lá. Ela não admitiria isso, mas isso a abala.
Seu pai sempre dizia que a saúde mental é, talvez a coisa mais importante da vida. Algo extremamente subestimado, mas o homem de vida simples que a criou sozinho sempre zelou para que a filha estivesse bem psicologicamente.
Alpha adianta para o dia do teste. Ela percebe uma similaridade na interferência que ocorreu na imagem ali e no dia da primeira falha. Depois de ver e rever esse trecho, ela encontra na falha um frame sobreposto. Ela se aproxima para ver melhor. Todos os monitores se desligam ao mesmo tempo e religam imediatamente. Aquela única imagem está sendo exibida em todos eles, formando um quebra cabeça. Alpha vê as várias pessoas que estavam na instalação se comportando de maneira muito estranha. As imagens não têm áudio, mas os funcionários andam, correm de um lado para o outro. Alguns ainda aparentando um pouco de consciência prestam assistência e os levam à enfermaria. É quando acontece. Todos os corpos explodem, mas também é como se todos eles fossem apenas bolsas de sangue. Não há sinal de ossos, órgãos, carne, pele. Apenas sangue.
Alpha está chocada. As imagens voltaram ao normal. Ela não se lembra do que viu ali.
– A energia temporal resultante foi tão grande que reverberou dias antes. – Ela se indagou. – É bem possível que as duas realidades tenham executado o experimento ao mesmo temp--PORRA! – Ela mesmo se interrompe quando chega à uma conclusão final.
Coincidência, não?
Gama havia acabado de acordar quando Omega chegou à enfermaria.
– Garoto, você não vai acreditar.
Ele o atualizou sobre a situação. Contando a sua versão da história, no caso. Tentando manipular o garoto. Usando seus artifícios de um quase charlatão. Focando em partes nebulosas e inconsistentes da história. Era nas brechas entre realidade e uma quase ficção que ele trabalhava. Queria convencê-lo, a qualquer custo, de que o que fizeram é errado e que deveriam dar um fim em Alpha. Ela era o paradoxo, ela era causa de tudo. Se ela não tivesse aparecido, tudo teria dado certo.
O comportamento de Gama já deixava Omega desconfiado, mas aquele silêncio se tornava assustador. Não que fosse incomum. O rapaz sempre foi quieto e, como disse antes, nunca teve muitos amigos. Omega operava na suposta sociopatia do rapaz. Os rumores de que Gama era um estuprador, ou até um canibal se espalhavam pela faculdade, na época, como chamas em um campo de centeio. Nada confirmado, mas as pessoas são más e gostam de ferir os outros. Era no suposto ponto fraco do rapaz que Omega tentava cutucar.
Enquanto ainda falava, Omega notou que os olhos de Gama emitiam luz e se tornavam amarelos. Não como um anêmico, mas como uma fonte luminescente radioativa. Um líquido espesso e negro escorria pelos seus orifícios faciais.
Gama abriu a mão magra como uma lâmina afiada e atravessou o peito de Omega.
– Eu sei. – Ele disse. – De tudo.
Sua fala e expressão completamente apáticas carregavam um peso emotivo escondido nas entrelinhas. Ele realmente sabia de tudo. Ou é isso que acreditava.
Alpha viu tudo aquilo pelos monitores do circuito interno de segurança. Foi nesse momento que ela percebeu que estava trancada lá dentro. Ela já sabia a solução para a falha, mas primeiro precisava sair dali. Mas ela estava na sala de segurança.
Infelizmente não haviam muitas armas lá. Isso não era exatamente um problema para ela, já que seu pai a ensinou a atirar quando era criança e sempre incentivou que ela soubesse se defender.
Alpha se armou. Não até os dentes, isso seria ridículo.
Uma escopeta e um revólver. Ela não queria se aproximar de Gama, então a escopeta era apenas para abrir a porta.
Alpha tinha plena convicção de que a única forma de reverter a falha é resetar a máquina do tempo, forçando um reboot daquela não-linha temporal. Gama ainda estando entre ela e o laboratório era um empecilho. Mas agora ela tem um revólver.
Ela anda lentamente para não despertar muita atenção. Não quer fazer muito barulho. Mas, estranhamente, a instalação parece encolhida e não demora muito para encontrar Gama no corredor. Alpha para e dá o primeiro tiro ainda a uma certa distância. Gama desvia desaparecendo e reaparecendo, poucos metros à esquerda, em um piscar de olhos, como um frame perdido, similar às falhas nos vídeos. Ele continua se movendo em direção a ela e vice-versa.
Alpha dá o segundo, terceiro, quarto, quinto tiro. Sem sucesso. Gama a segura pelo pescoço e a ergue facilmente. Sua força é absurda. Ela dá o último tiro à queima roupa na cabeça dele. Dessa vez a bala falha ao tocar a têmpora de Gama como se houvesse uma barreira.
Gama quase sorri. A gosma que sai pelos seus orifícios faciais é incessante e já mancha seus dentes de preto. Ele estende a mão direita. Repetindo o movimento de quando assassinou Omega, quase como um ritual. Curiosamente, naquele momento, Alpha ainda conseguia se perguntar, “Qual o propósito disso tudo?” Se por “isso” ela se referia ao infortúnio específico que passava, ou à vida em si, nós nunca saberemos.
Quando estava próximo a atravessar a barriga dela, ele falhou. Como um frame perdido. Foi a única vez em que esboçou uma expressão real.
Sua mão falhou.
Exatamente da mesma maneira que a bala em sua têmpora. Uma barreira também a protegia. Alpha entendeu e sorriu. Ela socou diretamente, de baixo para cima, o queixo de Gama com extrema força. Ele se desvencilhou e caiu no chão. Aquele murro teve um enorme impacto e fez um barulho inimaginável para apenas um golpe físico. Alpha sabia que não tinha muito tempo. E enquanto isso ele desacreditado gritava.
– NÃO É POSSÍVEL! ELE OLHOU PRA MIM! ELE FALOU COMIGO! EU SOU O AGENTE DO CAOS!
Alpha deu-lhe mais um soco no rosto e o lançou contra a parede. Um chute entre as pernas para terminar o serviço e correu. Ela sabia que só o tinha deixado mais irritado. Mas foi tudo tão divertido.
O que antes parecia ter encolhido, agora corredor parecia interminável, mas era só uma ilusão. Mesmo com a vantagem era possível vê-lo se aproximando.
Ela entrou no laboratório, ainda meio desajeitada e trancou as portas. Os computadores estavam sempre ligados, então ela automaticamente iniciou a sequência de limpeza de dados e preparou o reset.
Gama explodiu as portas expandindo sua barreira de proteção. Ela se tornou um domo eletrificado de luz amarela e ele flutuava lá dentro. Alpha entrou rapidamente na cabine do tempo, pois considerou que era o lugar mais seguro ali. Ledo engano.
A máquina estava quase em potência máxima quando o campo de força e Gama começou a despedaçar as paredes da cabine.
Ela explodia em pedaços e era possível ver Gama, com a face completamente consumida em gosma negra. Alpha apertou o botão.
Uma forte explosão luminosa cegou Alpha. Ainda era possível ouvir o grito de Gama abafado por aquele forte som de uma larga turbina enquanto aquela não-realidade se desfazia junto com ele.
Alpha fechou os olhos, mesmo não fazendo a menor diferença. Não havia nada para se enxergar. O som se dissipou e a cientista começou a recobrar os sentidos. Um cheiro de amônia havia sobrado no ar e um ruído agudo vindo de trás da cabeça a impedia de se recompor completamente.
Ela estava lá.
Sozinha.
De volta à instalação deitada em sua cama. Ela se levantou.
Olhou em volta e voltou à rotina, como se nada tivesse acontecido. Interagindo normalmente com pessoas que não estavam lá.
Alpha sabia que era melhor viver assim.
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2019.07.08 15:10 ShainaMuller Kit 4 Cartuchos Hp Compatível Hp 950xl 951xl Para Officejet 8100 Officejet 8600w

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  • 80ml de tinta

Desvantagens

Assim como nos cartuchos originais, a única desvantagem é o fato de não pode ser recarregado.Na verdade, essa é a sugestão para todos os cartuchos compatíveis e originais para os modelos de impressoras citados, pois podem queimaestragar o cabeçote do equipamento.Por isso a tentativa de recarga é “desaconselhável”.Original x CompatívelO cartucho HP 950XL compatível vendido pela Top Recargas não perde em nada para a versão original, veja o porquê:
  • Qualidade é idêntica;
  • Tecnologia de ponta;
  • Volume de tinta maior em 51%;
  • Compatibilidade testada e garantida pelo fabricante;
  • Preço em média 80% mais baixo do que o cartucho original.

Diferença cartucho HP 950 XL para o 950

A diferença entre o cartucho HP950XL e a versão 950 é gigantesca.Em regra, os cartuchos HP que carregam a denominação XL ao final tem 120% a mais de tinta. Por exemplo, a versão HP950 possui 24ml de tinta, enquanto o 950XL tem 53ml.Já a versão compatível do HP 950XL Compatível da Top Recargas tem 80ml de tinta, ou seja, 2,3 vezes (230%) a mais do que o modelo HP950 e 51% a mais do que a versão HP950XL original.Cartucho HP 950XL é ideal para:
  • Advogados;
  • Escritórios de contabilidade;
  • Concurseiros;
  • Gráficas;
  • Designers;
  • Imobiliarias;
  • Escolas entre outos;
Vale a pena comprar o Cartucho HP 950XL compatível?Com todas as vantagens mencionadas e pelo fato de ser mais barato, qualidade idêntica, compatível e com um volume maior de tinta, o que permite fazer mais impressões, podemos dizer que sim, vale a pena comprar o cartucho HP 950XL Compatível.E lembre-se, qualquer dúvida ou dificuldade entre em contato com nosso chat e suporte online.
  • Características
Características Gerais - Tecnologia Smart Printing oferece imagens nítidas e precisas - Cor do cartucho de impressão: Preto - Gota de tinta: 12 pl - Rendimento por página (preto e branco): 2.300 páginas* - Tipos de tinta compatíveis: com pigmentos Compatibilidade - HP Officejet Pro: 200z, 251dw, 276dw, 8100, 8110, 8600, 8610, 8615, 8620, 8625, 8630, 8700
  • Especificações Técnicas
Garantia 3 mesesCor Preto
  • Dimensões
Altura 14,60 CentimetrosLargura 12,90 Centimetros Profundidade 4,00 CentimetrosPeso 200,00 Gramas
  • Contato TOP RECARGAS
Telefone (55)35130312Whatsapp (55) 996214871Email [email protected]
  • Imprima até 2.300 páginas com cartucho preto 📷Imprima até 1.500 páginas coloridas 📷
  • Compatível com os seguintes modelos:HP Officejet Pro 200ZHP Officejet Pro 251DWHP Officejet Pro 276DWHP Officejet Pro 8100HP Officejet Pro 8110HP Officejet Pro 8600HP Officejet Pro 8610HP Officejet Pro 8615HP Officejet Pro 8620HP Officejet Pro 8625HP Officejet Pro 8630HP Officejet Pro 8700📷

Compatível com os modelos de Cartucho de Tinta:

  • HP 950XL 950 CN045A
  • 01 Cartucho de Tinta Preto de Alto Rendimento Compatível HP 950XL/CN045AN: 80 ml - 2.300
  • 03 Cartucho de Tinta Color 28ml Alto Rendimento Compatível HP 951XL 28 ml 1800
  • páginas com 5% de cobertura.
Cartucho HP 950XL Preto Volume de Tinta 80 ml (2300 cópias com 5% de cobertura)
Cartucho HP 951XL Ciano Volume de Tinta 28 ml (1500 cópias com 5% de cobertura)
Cartucho HP 951XL Magenta Volume de Tinta 28 ml (1500 cópias com 5% de cobertura)
Cartucho HP 951XL Amarelo Volume de Tinta 28 ml (1500 cópias com 5% de cobertura) Encontre outros modelos de Cartucho de Tinta HP em nossa categoria ou retorne ao menu de Cartucho de Tinta para encontrar outras marcas e modelos.
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2019.05.21 18:13 alanterr Calça Bege: Como usar? Confira 5 dicas que irão te ajudar!

Existe uma variedade de peças do vestuário que compõem o guarda-roupa de uma pessoa. Algumas mais aconchegantes, outras mais formais, com cores vivas ou estampas divertidas, criando um closet diverso que se adapta a ocasiões ou estações diferentes. Para transitar entre estas opções é importante investir em peças básicas e de cores neutras, a calça bege é um bom exemplo e aprender como usá-la irá te render ótimos looks!
Quando pensamos em cores neutras, normalmente lembramos apenas do branco, cinza e preto, mas o bege, creme, marrom e suas variações também são opções ótimas que podem render muitos outfits. Afinal, cores neutras são sinônimo de praticidade e versatilidade, indo do casual para o moderno em instantes – tudo depende das peças que você combina.
E escolher uma calça bege para compor o seu look pode abrir possibilidades de visual tanto para o dia quanto para a noite. O diferencial vai estar nas demais peças e na cartela de cores que você irá aderir para a ocasião. Abusar de cores vivas, de acessórioscomo maxi brincos e maxi colares, combinar o sapato com a bolsa, apostar em cores sóbrias; as possibilidades são inúmeras.
Foi pensando nestas variedades que separamos 5 dicas para guiar suas composições e ajudar na hora de expressar sua individualidade com conforto e versatilidade. Confira as dicas e não esqueça de abusar da sua criatividade!
Aposte nestas dicas e descubra como usar a calça-bege em diversas ocasiões!

1. CORES NEUTRAS

Para construir um visual elegante com a calça bege, apostar em apenas uma cor e suas variações de tom pode criar um efeito ton sur ton – do francês, tom sobre tom. Trabalhar com esse mix de tons ajuda a quebrar com o monocromático, tornando o look mais interessante e chique.

Confira as fotos em nosso site

Não esqueça que os acessórios podem fazer toda a diferença, são eles que acrescentam um aspecto mais requintado a sua aparência. Sapatos, lenços, colares, chapéus, brincos; busque brincar com as possibilidades e não se esqueça que se vestir também pode ser divertido.
Sentiu falta de um contraste na composição? Adicione uma cor mais vibrante em um dos acessórios ou escolha um sapato com uma estampa chamativa, você irá se surpreender com o resultado!

2. CORES FRIAS E QUENTES

As cores neutras passam um ar mais formal que as coloridas. Quanto mais cores adicionamos a um look, mais informal, jovial e criativo ele se torna. Se você está buscando um visual mais divertido, aposte em trabalhar com mais de duas cores mesclando entre as demais peças do outfit.

Quando unimos a calça bege com cores mais vivas, como um amarelo – cor quente – ou um verde – cores fria -, conseguimos produzir um contraste mais perceptível do que o ton sur ton e também mais alegre. Ao trazer cores mais abertas para o look é possível criar um ponto de luz na composição, e assim, suavizar o visual.

Se preferir não abusar tanto das cores, procure trazê-las em peças menores como lenços, colares, pulseiras, bolsas ou até mesmo nos sapatos. Um visual todo trabalhado em tons neutros com o sapato ou a bolsa coloridos é um exemplo simples, mas efetivo!
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3. JEANS

Assim como a calça bege, o jeans é uma peça coringa que combina com diversos modelos do vestuário. Uní-las em um único look pode criar uma produção clássica, porém poderosa.

Escolher entre uma blusa ou uma jaqueta jeans, independente da modelagem ou da cor da calça, é uma ótima combinação. O Jeans é conhecido por ser uma peça democrática que cai super bem em diversos biótipos, além de se adequar a ocasiões diversas.

Para deixar o seu visual mais interessante, busque por peças que tenham texturas e lavagens diferentes. Além de sair do convencional, você consegue trazer mais personalidade através dos detalhes. Uma outra dica é acrescentar uma cor que fuja do bege e do azul para criar um destaque no seu look, investir em uma bolsa bem colorido é uma boa escolha que pode enriquecer o visual.

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4. ESTAMPAS

Qualquer look fica mais divertido e jovial quando acrescentamos uma estampa. No caso de unir uma peça superior estampada a calça bege ou criar uma sobreposição de uma blusa básica e casaco de padronagem com uma calça de cor neutra, a estampa acaba reinando absoluta.

Além de tornar o look mais descolado, a estampa também destaca e evidencia certas características do corpo. E para fugir um pouco da zona de conforto, por que não mesclar algumas estampas para tornar o seu look mais rico?
Produzir um mix de estampas pode ser uma tarefa complicada, mas se divertir com as possibilidades que existem no seu armário pode tornar a sua produção mais estilosa!

A dica é começar aos poucos, procure unir uma peça e um acessório com padronagens distintas, tendo a calça bege como um elemento neutro que irá balancear essas duas características.

Caso queira ousar um pouco mais, você pode criar uma sobreposição entre duas peças do vestuário que tenham a mesma combinação – listra com listra, floral com floral, geométrico com geométrico -, dessa forma o look fica moderno e não há um desencontro entre as padronagens.
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5. TEXTURAS

Muito se fala de cores e padronagens, mas acaba se esquecendo das texturas que os tecidos carregam. Criar um mix de texturas produz um resultado diferente, moderno e inesperado, fugindo um pouco de produções mais comuns.
Como a calça bege é uma peça básica e de cor clara, isso acaba evidenciando aos nossos olhos as texturas presentes no look. Para não apostar no excesso, basta mesclar o leve e o pesado numa mesma proporção.

Se a calça bege já possui uma superfície lisa, então trabalhe com a textura na parte superior. Caso o look seja monocromático ou tom sobre tom, criar estas combinações acaba ficando mais fácil e ainda dá um resultado nada óbvio, já que a textura é evidenciada.

Bordados, rendas, tricô, tweed, seda; existe uma variedade de materiais que combinados com a calça bege podem ter suas características táteis exaltadas, compondo produções cada vez mais autênticas que valorizam a modelagem e as cores presentes nas peças.

Quem não tem alguma roupa esquecida na gaveta? Se a calça bege for uma delas chegou o momento de trazê-la de volta a ação! Depois dessas dicas, criar produções super estilosas e que transitam em qualquer situação ficou mais fácil. Então nada de deixar as suas calças de cores neutras paradas!

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2019.04.08 22:07 Dr_Zestron Feedback de build pra novato

Olá, gostaria de ver feedback nesta build que estou montando já faz 1 ano, e ainda vai demorar mais um pouco economizando pra finalizar, possivelmente esse ano, queria ver se está bom ou ruim, o que falta:


Build no CraftMyBox
Peça Selecionado Preço
Processador AMD Ryzen 7 1700 3.0GHz 8-Core (Comprado por R$ 945,71)
Placa de vídeo EVGA GeForce GTX 1660 Ti 6GB XC GAMING (R$ 1.952,82 / R$ 1.659,90 em Kabum)
Placa-mãe ASRock A320M-DGS Micro ATX AM4 (Comprado por R$ 282,00)
Memória Kingston HyperX Fury Black Series (Preto / Branco) 8GB (1x8GB) DDR4-2400 (Comprado por R$ 283,00)
Armazenamento Kingston SSD A400 240GB 2.5" (Comprado por R$ 206,49)
Armazenamento Seagate HDD Barracuda 1TB 3.5" 7200RPM (R$ 243,30 / R$ 231,14 em Cissa Magazine)
Fonte (aproveitei promoção de lojas daqui) Corsair CX650 650W Certificado 80+ Bronze ATX12V (Comprado por R$ 399,00)
Total R$ 4.312,32
Total no boleto R$ 4.007,24
Gerado por CraftMyBox em 08/04/2019 às 16:35

FINALIDADE DO PC EM ORDEM DE PREFERENCIA:
  1. Jogos;
  2. Uso diário internet e office;
  3. Edição de imagens entre outros;
  4. Programação;

Placa de vídeo:
A placa de vídeo ainda não tenho certeza qual pegar, a princípio, há 1 ano, eu pretendia comprar a GTX 1060, pra jogar em 1080p, depois saiu a 1660ti, e ela está com uns preços bem semelhantes mesmo em sites de lojas conhecidas, além do desempenho melhor se comparadas, mas de todo modo, eu vou demorar uns 4 a 5 meses economizando pra ter dinheiro suficiente pra comprar alguma placa de vídeo decente.

Gabinete:
Vou comprar na minha cidade mesmo, não compensa comprar online porque o meu estado tem um dos fretes mais caros do país, além do fator aleatório que pode demorar 1 semana pra chegar ou quase 60 dias, isso pro mesmo tipo de frete. Aqui tem algumas opções da corsair, eu não peguei o nome do modelo na loja, mas custa R$ 499, tem outras opções mais baratas também, mas a principio é isso;

Monitor:
Por enquanto vou ter que usar o meu antigo mesmo até juntar mais dinheiro ou liberar mais limite no cartão, o que eu tenho é de resolução 1366x768p. Vou juntar dinheiro até um valor que permita comprar algo decente e bom então o modelo vai variar conforme o orçamento for aumentando.

Outros:
Além disso, o objetivo é finalizar logo, porque tenho outras coisas que são necessárias comprar também, uma mesa pra computador (a que eu uso é uma escrivaninha de escola), uma nova cadeira (a que eu tenho é velha e suja, nunca consegui limpar ela, só não tentei jogar água diretamente ainda)
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2019.03.04 00:14 Manner1918 Nação Livre Brasileira

-Contexto: Estou escrevendo este livro por causa de um devaneio. Estou procurando criticas tanto positivas quanto negativas sobre esta escrita.Para ter um contexto geral antes da leitura, esse livro se passa em um mundo alternativo onde a Alemanha ganhou a Segunda Guerra Mundial, os nazistas também invadiram o Brasil e a tornaram em um estado fantoche a serviço da Alemanha.
Ainda não fiz nenhuma personagem no livro explicar sobre esse evento, ou como eles ganharam a guerra, mas já tenho as ideias principais anotadas em um caderno e tudo vai ser bem explicado. Se você tiver qualquer dúvida sobre o porque eu não dei muitos detalhes sobre qualquer coisa (a casa, as características de personagens, roupas, etc) é porque eu decidi não explicar no momento que a cena acontece, mas vou detalhando sobre tudo ao decorrer do livro.
-Importante: Só estou postando o primeiro capitulo do livro, apesar de ser mais de 3000 palavras. Já escrevi o inicio do segundo capitulo, mas está incompleto.Sinto muito por qualquer erro de português. E sinto muito por ser longo, mas vamos ao inicio do livro:


Eram cinco da manhã, Amélia tinha passado a noite acordada já que sua insônia tinha lhe mantida acordada novamente. Ela virava de um lado para outro na cama, agitava seu cabelo negro e liso que vinha até seus ombros, girava e apalpava seu travesseiro, tentando conseguir dormir ao mínimo alguns minutos. Mas foi tudo em vão e logo ela começava a pensar, enquanto desistia de culpar a sua cama pela insônia, pensava sobre como ela ainda não tinha um pingo de sono e enquanto olhava para o teto de seu quarto, pensava novamente em seus avós, como toda manhã, e como ela sentia saudades deles, de suas risadas, conselhos, puxadas de orelhas e, sobretudo, o cheiro do bolo de chocolate que seu avô fazia enquanto ela escutava as músicas que sua avó ouvia enquanto alimentava seus belíssimos pássaros. A sua avó adorava pássaros, e ela os tinha de todas as cores e espécies que ela poderia se lembrar, ela se lembrava do periquito azul, do canário amarelo, da calopsita cinza, da andorinha branca e um pássaro peculiar que parecia um pequeno pavão, da qual Amélia adorava como parte de sua família e até nomeará o pequeno pássaro como Fênix.
Os avós de Amélia tinham saído do país para viajar, isso de acordo com seus pais que tinham recebido uma carta no mês passado, na carta eles citam que iriam para um lugar muito longe e muito bonito, para Amélia, este lugar só poderia estar cheio de pássaros e bolos de chocolate. Mas, ao se tocar da realidade, ela cortou o seu sorriso da cara ao lembrar que eles nunca escreveram novamente, nem mesmo uma carta ou cartão postal. Ela pensava se tinha feito algo de errado antes deles partirem, talvez tenha sido o quadro do vovô que ela tinha derrubado ao brincar de astronauta no quarto de seus avós, ou talvez o vovô tenha ficado bravo com ela por ela derrubar o fermento, fazendo que o bolo do vovô não tenha crescido, ou poderia ter sido a gota d’água ela ter desligado a música da vovó acidentalmente em seu aniversário de seis anos. Ou talvez ela não era uma boa ouvinte dos conselhos, talvez ela nem merecesse os ouvir, ela não se sentia corajosa como sua avó, ou astuta como seu avô, pensando bem, ela não se sentia nem forte, nem observadora, ou dedicada, focada, e até mesmo inteligente como seus avós. Como toda manhã, ela pensava novamente em outro e novo motivo que poderia justificar a viajem e a não comunicação com ela por parte de seus avós, e hoje, ela pensava que poderia ser a sua gula, talvez se ela não tivesse pedido mais um pedaço de bolo no aniversário de oito anos, eles poderiam ter ficado.
Em todos estes pensamentos, ela notou que seus pais finalmente acordaram, na noite passada eles combinaram de acordar mais cedo para se arrumarem, ela se sentia sozinha com seus pensamentos a noite inteira por causa de sua insônia, ela vira para seu relógio de pilha que marcava seis em ponto, em breve ela teria que ir rapidamente a rua na frente de sua casa, precisando estar com cabelo e roupas arrumadas, e portando um sentimento de foco, força e determinação. Ela sentia dificuldade em todas as etapas, como iria arrumar o cabelo se ele sempre ficava mais alto na parte direita?, como iria arrumar a sua roupa, se ela se sentia desconfortável com a calça e o tênis verdes?, ela odiava os tênis verdes, como iria se levantar com foco, se quando levantava o sono lhe atacava com seus grilhões fortes? como iria sentir força se ela era tão magra em comparação aos seus pais e avós? E, como iria se sentir determinada, se ela deveria ser o motivo para seus avós partirem em uma viajem para outro país que parecia durar para sempre? As seis e quinze, o relógio despertava, ela conseguia ouvir o bairro inteiro se levantando em um pulo, ela queria ter essa força de vontade como os outros, principalmente a força de vontade de seu vizinho que ela nunca virá ficar triste ou desanimado, quem conseguia ficar animado de manhã? Ela pensava consigo mesma. Finalmente, seus pais batem na porta de seu quarto.
-Vamos logo Amélia, não se perca no horário novamente mocinha.
Dizia o seu pai, quase gritando. Ela tinha perdido o horário no dia anterior e enfureceu o seu pai e ela teve que ficar sem ler a parte do jornal que continha as tirinhas que ela adorava, do Capitão Hound, ela não queria perder mais um dia de suas aventuras no espaço. Levantando em seu ritmo e motivada pelas tirinhas que iria ler no fim do dia, pegou em seu armário as suas roupas e as vestiu sem ligar a luz de seu quarto, ela então olhava no espelho e tentava seu arrumar o máximo possível para não desapontar seus pais e finalmente sai do quarto e vai de encontro aos seus pais na sala de estar, ela via o seu pai terminando de se arrumar, ele tinha comprado uma gravata nova após tanto reclamar por falta de uma por quase um mês inteirinho, e reclamava por sempre estar passando vergonha na frente de seus vizinhos que tinham uma gravata nova quase toda semana, mas, dessa vez, ele iria impressionar com a gravata marrom escura de veludo nova, que combinava com seus cabelos e olhos castanhos, mas não tanto com a barba, pensava Amélia. Sua mãe estava otimista com seu cabelo, eles eram cacheados e escuros e todo dia pareciam ser diferentes após o banho e quase nunca à agradavam, mas hoje ela estava contente com o resultado que havia conseguido. O pai de Amélia checava em seu relógio de pulso a cada segundo para estar na rua de sua casa na hora certa, andava de um lado para outro em frente a porta, confiante com sua gravata de veludo.
-Eu sempre fico ansioso, não importa quantas vezes eu faça, ou quão pronto eu esteja, ou acho que esteja. Disse o pai de Amélia sem parar um segundo para respirar.
-Acho que nós já se acostumamos, a Amélia já está aqui e não irá cometer o erro de ontem, aquilo foi um show de horror. Sua mãe falava enquanto arrumava os seus brincos e olhando para a televisão em estática.
-Eu já pedi desculpas, eu só estava pensando no vovô e na vovó novamente e me atrasei, já chegou alguma carta deles mamãe? Amélia sempre tinha um pingo de esperança pela manhã, em que sua mãe lhe diria que havia chegado uma carta de seus avós.
-Já lhe disse para não comentar sobre seus avós, vamos deixar eles aproveitarem a viajem, também não podemos enviar cartas a eles, não sabemos o endereço correto e não podemos fica-
Enquanto sua mãe falava, seu pai a interrompe com um gesto de corte com a mão, e querendo desligar o assunto dos pais de sua esposa, que ele não gostava tanto por um motivo que Amélia não sabia.
-Pedir desculpas não adianta, o que move o nosso país e o mundo são ações, não palavras, você sabe muito bem mocinha, já lhe contamos essa história um milhão de vezes, não precisamos te falar o quão importante é que você sempre esteja na hora, esteja com foco, força e...
-Determinação. Completava Amélia a frase de seu pai com a cabeça baixa, olhando para os seus tênis verdes que tanto odiava.
-Agora, vamos continuar esperando a hora certa, a televisão já está no volume máximo, se o relógio não funcionar, temos a televi... – A fala de seu pai é cortada pelo despertador do relógio de pulso, mostrando que de fato eram sete horas da manhã, ele então desliga o despertador e abre a porta de sua casa com um grande sorriso no rosto, que, para ele mostrava sua força e determinação para continuar o dia e estar na hora exata todo dia seria uma grande demonstração de foco e ele se orgulhava nisso. Sua mãe acompanhou o marido enquanto puxava Amélia pelo ombro para lhe seguir, sua mãe sempre estava de cabeça erguida as sete da manhã, isto mostrava sua determinação, estar com sua filha mostrava o seu foco como mãe, já a sua força era refletida na saúde total de seu marido e sua filha. Amélia sentia que por conseguir levantar de manhã e não desmaiar de sono, era seu foco, aguentar seus pais com esses horários era sua força e, conseguir andar parecendo ridícula com aqueles tênis verdes, eram sua determinação.
Finalmente, os homens de cada casa começavam a elevar a bandeira nos mastros que todas as casas tinham exatamente alinhada, uma bandeira verde, amarela, com um círculo azul no meio e uma grande suástica branca com bordas pretas no meio desse círculo e dentro da suástica possuía em preto a frase “Foco, Força e Determinação”. Com a bandeira no topo, todos levantavam seus braços direitos em direção a bandeira e começavam a cantar o Hino da Nação Livre Brasileira.
Enquanto Amélia cantava o hino, acompanhando o ritmo do hino que estava sendo tocado na televisão da maioria das casas e nas rádios das outras casas, ela olhava ao seu redor, via que todos nunca tiravam os olhos da bandeira, não piscavam ou sequer moviam seus braços estendidos, e se questionava se ela também deveria estar sempre assim, mas ela não aguentava mais estar de pé cedo todos os dias, mesmo que sua insônia lhe mantivesse acordada a noite inteira. Ela olhava o seu vizinho que nunca virá ficar triste, um menino mais velho que Amélia, de cabelos curtos, lisos e loiros, chamado de Arthur Von Müller Hoff Braun, e ele, como toda sua família se orgulhava imensamente de ser totalmente alemão, o pai de Amélia tinha feito uma amizade quase duradoura com essa família. Já do outro lado da rua, ela via diversas crianças quase da mesma idade que ela, mas ela não tinha conhecimento de quase ninguém, ela tentava imaginar os nomes dessas crianças, do que elas gostavam de comer aos Sábados, se elas gostavam de bolo de chocolate, como deveria ser o quarto delas, imaginava se eles tinham uma televisão em casa ou um rádio, de quais desenhos eles mais gostavam, se eles eram alemães, ou italianos, japoneses ou brasileiros e, pensava também como os tênis de outras crianças eram incrivelmente mais legais do que os dela e ainda por cima, pareciam muito mais confortáveis do que os tênis verdes dela. No meio dessas famílias desconhecidas, ela via a sua única amiga da escola, uma menina de cabelos escuros e olhos claros, chamada de Rúbia, Amélia adorava esse nome, por achar muito diferente do que todos que já tinha ouvido na vida e, diferentemente das outras crianças, ela sabia quase tudo sobre Rúbia, começando pelo nome, o que ela gostava de comer aos Sábados, se ela tinha uma televisão, quais desenhos ela gostava e tudo mais. Rúbia não vinha de uma família muito rica, ela tinha exatamente tudo para ter uma boa vida, mas não tinham uma televisão, o que o pai de Amélia achava estranho e dizia que era algo que somente pessoas pobres e sem cultura não teriam uma televisão em casa, mas, a família de Rúbia tinha um rádio que precisava ser ligado em uma tomada, esse rádio não era um orgulho dos pais de Rúbia, mas Amélia achava o rádio incrível, por ser grande, quase do seu tamanho e não precisar comprar pilas quase toda semana, o que ela achava uma inconveniência enorme, além de ser muito bonito por ter um pedaço feito com couro de verdade, apesar de Amélia não saber exatamente de onde o couro vinha. Amélia tinha conhecido Rúbia após precisar de ajuda em História da Alemanha no segundo ano da escola, Rúbia ajudou Amélia em quase todos os aspectos da história alemã e ambas conseguiram notas máximas na última prova do ano escolar e, desde então, ficaram amigas para “todo mundo, para sempre e adiante”, como Amélia sempre dizia.
O hino tinha finalmente acabado, todas as famílias iam para dentro de casa após dobrar a bandeira, o pai de Amélia andava de peito estufado para que todos olhassem a sua gravata de veludo, enquanto ele ia retirar a bandeira para a hastear no próximo dia, já sua mãe foi em direção da família dos Von Müller para conseguir se atualizar nas conversas, já que no dia anterior não conseguiram conversar por causa do atraso de Amélia para cantar o hino nacional. Amélia estava ajudando o seu pai a retirar e dobrar a bandeira do Brasil.
-Filha, por favor, tente manter contato visual com a bandeira, você sabe que todo mundo faz isto.Dizia o seu pai quase sussurrando para Amélia.
-Eu... estava só olhando ao redor, a bandeira não ia sair dali pai. Você nunca fez isto quando criança?
-Se fiz, fui repreendido pelos meus pais, o mesmo que estou fazendo com você. Então eu espero que você siga o meu caminho e me obedeça. Amanhã olhe diretamente para a bandeira e não tire seus olhos dela, fui claro mocinha?
-Tudo bem pai, sinto muito. Disse Amélia com um tom deprimido, olhando novamente para seus tênis verdes. Ela imaginava se deveria contar ao seu pai que o tamanho que ele comprará estava errado, ou se ela deveria aguentar até o próximo ano, quando seu pai poderia comprar-lhe outro tênis, seu pai tinha guardado dinheiro para comprar a Amélia um tênis da marca Griffin, considerado um dos melhores de acordo com o programa de moda alemã que sua mãe tinha visto no ano anterior. Talvez seu pai fosse brigar com ela ou dizer que ela está maluca por não gostar de um tênis tão caro e de marca alemã. Com isto em mente, ela decidiu não falar nada para seu pai, e pensava que no ano seguinte, ele iria lhe comprar um tênis melhor, apesar que tinha medo que seu pai comprasse novamente um tênis que não lhe serviria.
Ela tinha terminado de ajudar seu pai com a bandeira, guardando-a em uma caixa de madeira ao lado da caixa de correio, e em um piscar de olhos seu pai foi para dentro de casa se arrumar para o trabalho e, se conseguisse se arrumar rápido ele conseguiria ver o noticiário da manhã que iria começar as sete e meia da manhã, exatamente a hora em que o hino nacional iria parar de tocar nas televisões e nas rádios. Amélia decide entrar em casa e checar novamente seu material escolar antes da aula, seria a terceira vez que iria fazer isso, já que, de madrugada ela tinha checado duas vezes por não conseguir dormir. Ela conta quantos lápis possui, quantas canetas, até tentou contar quantas folhas tinham em seu livro didático e em seu caderno, mas desistiu quando a contagem chegou a cinquenta e sete e meio, já que ela tinha rasgado uma página do seu caderno no meio para poder desenhar o Capitão Hound e ela juntos em uma aventura longe da sua casa, longe do bairro, longe da escola, longe do Brasil, longe de tudo e todos; Quanto Rúbia viu o desenho, pediu para estar junto com ela, Rúbia admirava os desenhos que Amélia conseguia fazer, ela tinha guardado em casa um desenho de Amélia, sobre uma noite estrelada dentro dos olhos de Rúbia. O desenho com ela, Rúbia e o Capitão Hound estava guardado perto do espelho de seu armário marrom, onde ela poderia ver toda manhã.
Ela escutou o som do jornal sendo jogado contra à porta, ela estava animada para poder ler o quadrinho novo do Capitão Hound, mas sabia que só poderia ler quando seu pai terminasse de ler todas as notícias, o que só acontecia ao anoitecer, mas ela não se importava com isso, porque ela sabia que o Capitão Hound estaria ali a noite para conceder uma proteção vinda do espaço e além. Ela saiu de seu quarto para o corredor, sua mãe ainda não tinha voltado para casa, com certeza a conversa com a vizinha deveria estar muito emocionante, ela pensou consigo mesma. Seu pai veio logo em seguida arrumando uma gravata antiga que ele possuía, com certeza ele só utilizaria a gravata de veludo na hora do hino, ou talvez em alguma outra ocasião importante, como quando sua mãe faria Schnitzel em algum jantar futuro, o pai de Amélia amava Schnitzel, ele abriu a porta da frente e pegou o jornal acenando para alguns vizinhos que estavam na rua, ele logo entrou em casa e guardou o jornal no topo do armário da sala, onde Amélia não alcançava de jeito algum, e ela tinha parado de tentar quando quase quebrou o braço se equilibrando em uma cadeira, querendo mostrar as tirinhas para Rúbia em uma tarde de Sábado. Seu pai então se sentou no sofá da sala e começou a ver o noticiário da manhã, ela se sentou no chão em cima do tapete branco e felpudo para esperar os desenhos as oito da manhã. Ela estava lá em corpo, mas sua mente sempre estava fervendo com novos pensamentos, ela se imaginava comendo novamente um bolo de chocolate de seu avô e vendo o álbum de fotos da vovó, que ela nunca tinha visto por completo, já que sempre começavam a ver tudo novamente toda vez que iam ver as fotos no fim da tarde, e na metade do álbum seu pai sempre chegava para lhe trazer para casa, a vovó sempre tinha histórias novas para contar, mesmo que as fotos eram as mesmas, apesar de Amélia não entender muito bem sobre o que a vovó falava, um tempo em que você não precisava acordar de manhã para cantar o hino, um tempo em que você não tinha toque de recolher, um tempo com o que a vovó chamava de liberdade. O que a vovó queria dizer com liberdade? Amélia nunca tinha visto algo além de sua casa, sua rua, sua escola, a casa de seus avós e o espaço sideral com o Capitão Hound. O pensamento de Amélia foi puxado de novo para o presente quando ela ouviu a televisão dar um alto som do noticiário, e um grito de espanto do papai.
-MINHA NOSSA. Gritou o pai de Amélia.
-Caros telespectadores, é com pesar que anunciamos um ataque terrorista novamente perto da Capital, os terroristas plantaram uma bomba na Praça da Liberdade e acabaram matando dois estudantes da Juventude Hitlerista e um político de alta patente que o nome não será relevado para maior segurança de seus familiares. Estes terroristas são inimigos declarados do Reich e do Brasil Livre, mantenham seus olhos abertos, seus vizinhos podem ser inimigos da nossa nação e da nação alemã, não se esqueçam de denunciar a qualquer autoridade sobre atividades suspeitas ligadas a terrorismo e ligações com tentativas de criar o fim da liberdade de nosso povo e da nossa grande nação. O nosso grande líder Heinrich Hitler II, fará um pronunciamento para a o Reich Alemão devido ao alto número de terroristas nesse ano, este pronunciamento irá ocorrer com intenção de unir a nossa grande nação em uma só causa. O pronunciamento será transmitido as oito da noite, no programa ReichZeit, ou Hora do Reich.Traremos mais notícias sobre o incidente assim que tivermos quaisquer novidades. Voltamos a programação normal. Heil Hitler.
Amélia só tinha visto aquele repórter uma vez na televisão, mas ela sabia que quando ele aparecia não era uma boa notícia, e o seu pai tinha sempre grandes ataques de ansiedade com notícias fortes e alarmantes. Enquanto o repórter falava, imagens da Praça da Liberdade eram mostradas, apesar de Amélia nunca ter visto a praça antes, ela sabia que não era daquele modo que deveria estar, com fogo, ruínas e ambulâncias por todo lado.
-Minha nossa, eu não posso acreditar que ocorreu novamente, deve ser a quinta ou sexta vez que está acontecendo isto. Como isto está acontecendo, como pode estar acontecendo? Meus vizinhos podem ser inimigos? Não só inimigos da nação, mas inimigos da minha liberdade e da minha família. Eu tenho que pensar em algo para me proteger e para proteger minha família. Como... quando, eu, posso fazer algo.... eu teria que, bem, eu posso tentar, não, é impossível... só se eu fizer aquilo, mas não, não posso e nem deveria.Seu pai dizia sem piscar ou respirar, a sua ansiedade estava altíssima.
A mãe de Amélia entra na casa correndo, ela deveria ter visto o mesmo noticiário da casa dos Von Müller. Ela se acalma e respira fundo e nota que seu marido está andando de um lado para outro sem parar.
-Acalme-se Luís, com certeza teremos uma repercussão alta pelo pronunciamento do Führer. Ele vai ajeitar tudo. Nós temos que acreditar na nação. Não podemos perder a cabeça, estamos aqui e juntos iremos passar por qualquer situação.A mãe de Amélia conseguira fazer o marido sentar um instante para respirar.
Amélia não conseguia entender a situação completamente, ela sabia quem era o Führer, mas não entendia como os terroristas agiam, ou porque agiam deste modo, ou quem eram. O repórter havia dito que seus vizinhos poderiam ser inimigos, mas como poderiam? Rúbia era sua amiga para todo mundo, para sempre e adiante. E Arthur era inofensivo, um pouco chato, mas inofensivo sem dúvidas, uma vez ela pisou no sapato dele sem querer e ele que pediu desculpas a Amélia. E no fundo, ela se perguntava se esses ditos “terroristas” iriam gostar do bolo de chocolate do seu avô.

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2019.01.27 17:52 true_democracy Escondido à vista de todos nos media, na cultura e na política (alguns exemplos "discretos")

Escondido à vista de todos nos media, na cultura e na política (alguns exemplos
  • Freddie Mercury, dos Queen. A escolha do nome "Mercury", por si só, levantaria algumas suspeitas de ligação à maçonaria porque Mercúrio remete para Hermes, logo hermeticismo e ocultismo, mas isso não passa de um indício. Pesquisando um pouco, lê-se na página da wikipedia que o nome verdadeiro de Freddie Mercury é Farrokh Bulsara e que a sua família pratica a religião Zoroastriana. Essa religião também é muito associável com a maçonaria, por via das religiões e cultos antigos (quando se pesquisa sobre maçonaria, observa-se que certos temas, nomes e símbolos aparecem com uma frequência maior do que o habitual). Na página da wikipedia sobre Zoroastrianismo encontram-se vários símbolos que se usam na maçonaria (exemplos: fogo, boné frígio-->República, Faravahar-->rito de Memphis-Misraim - ver exemplos de imagens no Google Images). O Faravahar é "um dos símbolos mais conhecidos no Irão)", aparecendo num anterior escudo do país#/media/File:Imperial_Coat_of_Arms_of_Iran.svg). Sabendo que muito frequentemente os membros de uma sociedade secreta referem outros membros, dando-lhes visibilidade e elevando-os na sociedade, seria de esperar que existissem algumas referências maçónicas no filme Bohemian Rhapsody, que corre agora nas salas de cinema. Quando vi o filme, pareceu-me ter visto passar um anel maçónico muito rapidamente, mas não tinha a certeza. Procurei o segmento no Youtube e... pelos vistos a referência à maçonaria foi considerada tão importante que aparece logo num trailer oficial do filme, minuto 0:04. Vale a pena apreciar a rapidez e a discrição com que aparece. Quanto a Freddie Mercury, confirma-se que é devoto do Zoroastrianismo ("The Queen frontman was a devout member of the Zoroastrian faith, thought to be possibly the oldest organized religion in the world."). Mais pesquisa deverá permitir concluir se Freddie Mercury pertencia ou não a uma sociedade secreta, ou talvez outros membros o confirmem daqui a umas décadas, se acharem que é seguro. Alguma cover-art dos Queen certamente sugere associação a sociedades secretas (os opostos preto/branco, noite/dia, a simetria, possível fénix/pelicano rosacruciano em "A day at the races)"/"A night at the Opera)" e no logo do filme, por exemplo). Para adensar o mistério, a fachada da casa de Freddie Mercury em "Garden Lodge, 1 Logan Place, west London" é a única das redondezas que não se consegue ver no Street View (aparece esborratada artificialmente pelo Google). Por outro lado, as revistas portuguesas citam o actor que intepreta Freddie Mercury no filme, Rami Malek, seleccionando frases que o relacionam com deus, o que é um "tique" maçónico ("não gosto de chamar 'Deus' a ninguém, mas ele foi um deus no mundo do Rock"-Visão 24/1/2019, etc). Enquanto escrevia isto, dei com esta notícia: "Bohemian Rhapsody: Rami Malek diz que não sabia das acusações contra Bryan Singer" (27/1/2019) - "Diretor do filme foi acusado de pedofilia, estupro e agressão." ... "após o surgimento de quatro novas denúncias de estupro e pedofilia contra Singer, feitas pela revista The Atlantic, Malek declarou ao jornal Los Angeles Time que sabia pouco sobre a vida do diretor."
https://preview.redd.it/bq5cnm6tgyc21.jpg?width=951&format=pjpg&auto=webp&s=219eb595e92ecb53deb222662910a206b760b980
  • Outro exemplo, mais português: outro dia chamou-me a atenção Rui Tavares falar de Zoroastrianismo no seu artigo "Homem sábio, homem bom" (Público, 5/12/2018). Curiosamente, a parte que me chamou a atenção foi uma frase, que inclui os termos tríade e zoroastras, que em conjunto indicam uma maior probabilidade de associação com maçonaria. A frase não estava salientada no artigo do Público mas aparece em destaque no link: "Quando penso em Fernando Belo, lembro-me da tríade que compunha a crença dos zoroastras. Essa tríade era simplesmente: bons pensamentos - bons gestos - boas palavras. " (essa tríade também é referida no filme Bohemian Rhapsody e na página da wikipedia sobre Zoroastrianismo). Quem era homenageado no artigo de Rui Tavares? Fernando Belo, irmão de Maria Belo, que foi eurodeputada, fundou a 1ª loja da maçonaria feminina em Portugal e foi grã-mestre da maçonaria (GLFP). Fernando Belo deu aulas de Religião e Moral a António Reis, que foi grão-Mestre do GOL. Numa outra pesquisa, observou-se que no registo de inscrição do Partido LIVRE no Tribunal Constitucional, cuja assembleia é coordenada por Rui Tavares) (que também encabeçou listas do LIVRE a eleições), o nome de uma das 3 pessoas que aparece no requerimento de inscrição do partido está na lista de maçons do GOL: Ricardo João Gaio Alves, da loja Madrugada.
Em resumo: não ficou provado que Freddie Mercury ou Rui Tavares sejam maçons ou que pertençam a sociedades secretas, mas... cada um que avalie as probabilidades e tire as suas conclusões. Apenas forneço informação e possíveis pistas. Se muitas pessoas investigarem este e outros assuntos de forma não enviezada, é provável que tudo se esclareça.

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2019.01.18 13:24 nullpointer- [Censo2018] Análises via aprendizado de máquina (parte1: clustering exploratório)

Olá, pessoal!
Como muitos, resolvi brincar um pouco com os dados do censo. Há varias aplicações interessantes, mas resolvi começar com agrupamento.
Técnicas de agrupamento (ou clustering, em inglês) tem como objetivo formar grupos de elementos similares "naturalmente", de maneira não-supervisionada, sem saber de antemão qual deveria ser a organização deles. Para isso, essas técnicas calculam medidas de quão parecidos os pontos são entre si, e quão diferentes eles são dos outros.
Muitas dessas técnicas requerem uma série de parâmetros - como o número de grupos a serem formados - e, apesar de haver várias maneiras de resolver esse problema, resolvi explorá-lo com algumas escolhas arbitrárias, para 'sentir' como os dados ficariam.
Sem mais enrolação, apliquei k-means (com PCA para redução de dimensionalidade e mais alguns truquezinhos) sobre as perguntas de Identidade, Posição política, Votos nas eleições e um combinado de todos eles, com o objetivo de encontrar cinco grupos em cada um.
Vários resultados foram 'óbvios', mas alguns nem tanto:
De maneira geral, essa abordagem não chegou a resultados tão interessantes - no máximo mostrou a já esperada divisão entre esquerda, centro-progressistas e direita no sub, evidenciando também essa divisão entre universitários e não-universitários.
Diria que os pontos mais notáveis foram:
Infelizmente os gráficos que eu usei para fazer as análises estavam todos muito feios e dificeis de ler, então vou poupa-los disso - na parte dois eu devo postá-los todos.
Por enquanto, vocês podem ficar com algumas imagens de como os grupos ficaram pós redução de dimensionalidade, mostrando as 8 principais dimensões. Como eu apliquei varias tecnicas de rotação, não da para dizer o que exatamente cada dimensão simboliza, mas curiosamente a esquerda ficou à esquerda e a direita, à direita. Os blobs menores em cima do principal são os estudantes não-votantes.
Devo soltar a segunda parte no final de semana ou segunda-feira. Qualquer dúvida sobre a metodologia é só perguntar!
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2018.12.05 23:22 avehomem [10 anos] COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS

O texto abaixo corre a internet já faz algum tempo já faz pelo menos uma década. Vi a notícia do show do Loser Manos e quis reler o texto. Fui procurar e notei que o texto foi publicado neste blog em 11 de novembro de 2008. Ou seja, completou 10 anos algumas semanas atrás.
Pelo que parece é a fonte original, mas não tenho certeza. Eu, assim como todos meus conhecidos, li em algum outro fórum ou comunidade do Orkut. Divirtam-se!

COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS,
por Adolar Gangorra em adolargangorra

Voltei para o Brasil há pouco tempo. Vivia com minha família na Inglaterra desde garoto. Estou morando no Rio de Janeiro há uns três meses e agora estou começando a me enturmar na Universidade. Não sei de muita coisa do que está rolando por aqui, então estou querendo entrar em contato com gente nova e saber o que tá acontecendo no meu país e, principalmente, entrar em bastante contato umas garotas legais, né?

Mas foi meio por acaso que eu conheci uma menina maneiríssima chamada Tainá. Diferente esse nome, hein? Nunca tinha ouvido. Estava procurando desesperadamente um banheiro no campus quando vi uma porta que parecia ser a de um. Na verdade, era o C.A. da Antropologia. A garota já foi logo me perguntando se eu queria me registrar em algum movimento estudantil de sei lá o que. Que bacana! Que politizada ela era! E continuou a me explicar a importância de eu me conscientizar enquanto enrolava em beque da grossura de uma garrafa térmica. Pensei em dizer que estava precisando cagar muito rápido, mas ela era tão gata que eu falei que sim. Tainá: cabelos pretos, baixinha e com uma estrutura rabial nota dez... Aí, acho que ela me deu um certo mole... Conversa vai, conversa vem, ela me chamou para um show de uma banda naquela noite que eu nunca tinha ouvido falar: Loser Manos. Nome engraçado esse! Estava fazendo uma força sobre-humana para manter a moréia dentro da caverna, mas realmente tava foda. Continuamos conversando e rindo. Ela riu até bastante, mas eu, na verdade, tava era mesmo rilhando os dentes porque assim ficava mais fácil disfarçar as contrações faciais que eu estava tendo ao travar o meu cu para não cagar ali mesmo na frente dela.

Pensando bem, eu tinha ouvido falar sim alguma coisa sobre essa banda lá na Europa ainda, mas não lembro bem o quê. Ah, acho que vi esses caras hoje no noticiário local dando uma entrevista. Achei que fosse uma banda de crentes tradicionalistas tipo Amish. Todos de barba, com umas roupas meio fudidas. Parecia até a Família Buscapé! Dão a impressão de ser uns sujeitos legais, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o jeito da repórter, como se fosse a fã nº 1 deles, como se estivesse cobrindo a volta do Beatles ou coisa parecida. Não entendi esse jeito "vibrão" de trabalhar. Bom, mas se eu conseguir ficar com o bicho bom da Tainá hoje à noite, já tô no lucro! Marcamos de nos encontrar na entrada do ginásio. Rapaz, acho que tô dando sorte aqui no Brasil!

Ia ser fácil achar essa garota no meio da multidão. Ela se veste de uma maneira estilosa, diferente, bem individual: sandália de dedo, saia indiana, camiseta de alça, uma bolsa a tiracolo e o mais interessante: um óculos retangular, de armação escura e grossa, engraçado até! Depois de uns mil "Desculpe, achei que você fosse uma amiga minha.", finalmente encontrei Tainá e seu grupo de amigos. Cacete, isso sim é que é moda! Parecia uniforme de escola!

Ela me apresentou suas amigas, Janaína e Ana Clara e seus respectivos namorados, Francisco e Bento. Uma mistura de fazendeiros com intelectuais. Um cara de macacão, de sandália de pneu e com ar professoral. Outro de colete, tênis adidas, óculos e também com ar professoral. Pareciam ser legais, "do bem" como eles mesmo falam... Mas que não me deram muita conversa. "Do bem", isso mesmo! Gíria nova... Todos aqui são "do bem". E que nomes tão simples e idílicos! Janaína, Ana Clara, Francisco, Bento e Tainá. Nada de Rogérios ou Robertos. E eu que já tava me sentindo meio culpado por me chamar Washington... Realmente estava no meio de uma nova época da juventude universitária brasileira!

Comecei a conversar com a Tainá antes que a banda entrasse no palco. Aí... acho que tá rolando uma condição até! Quem sabe posso me dar bem hoje? Ela começou a falar de música: "De quem você é fã?", perguntou. Pô, eu me amarro no George..." Ela imediatamente me interrompeu, dizendo alto: "Seu Jorge? Eu também amo o Seu Jorge!" Puxa, que legal! Ela gosta tanto do George Harrison que se refere a ele com uma intimidade única! Chama ele de "Seu"! Seu Jorge! Isso é que é fã! "Legal você já conhecer ele, hein? Eu sabia que ele ia se dar bem na Europa! O Seu Jorge é um gênio!", ela emendou. Pô, eu morava na Inglaterra. Como eu não ia conhecer o George Harrison?

Essa eu não entendi...

Logo ela perguntou quais bandas que eu gostava. "Eu curtia aquela banda da Bahia...".

"Ah, Os Novos Baianos, né?? Adoro também!" "Não, Camisa de Vênus! "Silvia! Piranha!" cantei, rindo. A cara que ela fez foi de quem tinha bebido um balde de suco de limão com sal. Senti que ela não gostou muito da piada. Tentei consertar: "Achava eles engraçados, mas era coisa de moleque mesmo, sabe?" Óbvio que não funcionou... Aí, acho que dei um fora...

Depois, Tainá foi me explicando que o tal Loser Manos é a melhor banda do Brasil, etc., etc., etc., e que eles "promovem um resgate da boa música brasileira". "Tipo Os Raimundos com o forró?", perguntei. "Claro que não!", disse ela meio exaltada! Ela me falou que não se pode comparar os Hermanos com nada porque "eles são únicos", apesar de hoje existirem outros excelentes artistas já reverenciados pela mídia do Rio de Janeiro como Pedro Luis e a Parede, Paulinho Moska, O Rappa, Ed Motta, Orquestra Imperial, Max de Castro, Simoninha e Farofa Carioca. Ela mencionou também "Marginalia" ou coisa parecida. Foi isso mesmo que eu ouvi? Achei que ela estivesse elogiando eles... Esses foram os nomes artísticos mais escrotos que já tinha ouvido, mas fiquei quieto. Fico feliz em saber sobre essa nova onda musical pois quando saí do Brasil o que fazia sucesso no Rio era Neuzinha Brizola e seu hit "Mintchura". Ainda bem que tudo mudou, né?

Só depois percebi que o nome da banda é em espanhol: Los Hermanos. Ah bom! Mas se eles são tão brasileiros assim porque não se chamam "Os Irmãos"? Quando saí daqui os nomes de muitas bandas costumavam ser em inglês e até em latim. Ainda bem que essa moda de nomes de bandas em espanhol não pegou no Brasil!

Pelo que me lembro, ao explicar qual é a dos "Hermanos", ela usou a expressão "do bem" umas 37 vezes e disse que eles falam de romantismo, lirismo, samba e circo. Legal, mas circo? Pô, circo é foda! Uma tradição solidificada nos tempos medievais que ganha dinheiro maltratando animais. Onde está a poesia de ver um urso acorrentado pelo pescoço tentando se equilibrar miseravelmente em cima de uma bola enquanto é puxado por um cara com um chicote na mão? Rá, rá, rá... Engraçado pra caralho! Na boa, circo é meio deprimente. Palhaço de circo só troca tapão na cara e espirra água nos olhos dos outros com flor de lapela e quando sai do picadeiro, vai chorar no camarim. Que merda! A única coisa legal no circo mesmo é quando ele pega fogo! Isso sim que é um espetáculo de verdade! Aquela correria toda, etc. Senti que essa galera se amarra em circo. Não faz sentido se eles são tão politicamente corretos assim, né? E os pobres animais? E eu querendo não passar em branco na conversa com a Tainá, mas não conseguia lembrar de jeito nenhum a única coisa que eu sabia sobre a banda... Cacete...! O que era mesmo?

De repente, uma gritaria histérica! O show tava começando! O ginásio veio a baixo! Perguntei pra ela: "Eles são todo irmãos, né, tipo o Hanson?" Ela disse um "não" esquisito, como se eu tivesse debochando. Todos eles usam uma barba no estilo Velho Testamento e se chamam "Los Hermanos"! O que ela queria que eu pensasse? Após ouvir a primeira música deu pra ver que os caras são profissionais mesmo, tocam muito bem e são completamente idolatrados pelo público, para dizer o mínimo. Fiquei prestando atenção ao show. Pô, as músicas são boas! Dá pra ver uma influência de Weezer, Beatles e Chico Buarque. Esse aí é fodão, excelente compositor mesmo. Lá na Inglaterra conhecia uns caras que eram ligados ao movimento "Dark", como chamam por aqui. São os sujeitos que gostam de The Cure, Bauhaus, Sister of Mercy, etc. E tem a maior galera aqui no Brasil também que se veste de preto, não toma sol, curte um pessimismo niilista e se amarra nessas bandas. Mas se eles sacassem que o Chico Buarque é o genuíno artista "Dark" brasileiro... Pô, é só ouvir as músicas dele pra perceber: "Morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego" ou "O tempo passou na janela é só Carolina não viu". "Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue" ou "Taca pedra na Geni, taca bosta na Geni, ela é boa pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni". Tudo alegrão, né? Aí, se eu fosse dark, só ia ouvir Chico Buarque, brother!

Tentei reengatar a conversa dizendo que achava ao baixista o melhor músico dos Los Hermanos. Ela respondeu, meio irritada: "Mas ele não é da banda!" Como eu ia saber? O cara tem barba também! Aí, não tô entendendo mais nada...

Adiante, ela me disse que o cara que ela mais gostava na banda era um tal de Almirante. Depois de alguns minutos deu pra ver que o camarada imita um pouco os trejeitos do Paul McCartney, só que em altíssima rotação. Ele fica se contorcendo feito um maluco enquanto os outros ficam estáticos. É engraçado até! Parece que ele tem uma micose num lugar difícil de coçar! E fica falando e rindo direto. Ele é o irmão gaiato do cara que canta a maioria das músicas, o tal de Marcelo Campelo, como anunciaram no noticiário local hoje. Isso mesmo, Marcelo e Almirante Campelo: "Os Irmãos"! Legal! Já tava me inteirando! Ah, e tem também dois gordinhos de barba que estão lá também, mas devem ser filhos de outro casamento...

Tava um calor desgraçado, coisa que eu realmente não estou mais acostumado. Fui rapidão ao bar pra beber alguma coisa. Comprei umas quatro latas de refrigerante que era o único troço que tava gelado para oferecer para meus novos amigos: "Aí, trouxe umas coca-colas pra vocês!" Ouvi a seguinte resposta: "Coca-Cola? Isso é muito imperialista... Guaraná é que é brasileiro!" Puxa, que pessoal politizado... Isso mesmo, viva o Brasil! "Yankees, go home", rá, rá! Outro fora que eu dei! Mas, pensando bem, eles não usam o Windows e o Word pra fazer trabalhos da universidade? Ou usam o "Janelas"? Dessas coisas gringas não é tão mole de abrir mão, né? Mais fácil não tomar Coca-Cola! Isso sim que é ativismo estudantil consciente! Posicionamentos políticos à parte, tava quente pra burro, então bebi tudo sob o olhar meio atravessado de todos eles... fazer o quê?

Lá pelas tantas, começou uma música e todo mundo berrou e pulou. Parecia o fim do mundo. Logo nos primeiros acordes, reconheci o som e falei pra Tainá: "Ah, eu sei o que é isso! É um cover do Weezer! Me amarro em Weezer!" Ela olhou pra mim com uma cara indignada e disse: "Que Weezer o quê? O nome dessa música é "Cara Estranho". Já vi que não gostou de novo... Mas quem sou eu pra dizer algum coisa aqui, né? Porra, mas que parece, parece! Mas o que era mesmo que eu não consigo lembrar de jeito nenhum sobre eles? Acho que conheço alguma outra música deles... Só não consigo dizer qual...

Sabia que se eu quisesse me dar bem logo com a Tainá teria que ser entre uma música e outra pois parecia que ela estava vendo um disco voador pousar enquanto os caras tocavam. Resolvi fazer uma piada pra descontrair, que sempre rola em shows. Quando o Campelo tava falando alguma coisa qualquer, berrei: "Filha da putaaaaaaaaaa!" Pra que? Tainá e sua milícia hermanista me deram uma cutucada monstra na costela que me fez enxergar em preto e branco uns 5 minutos! Pô, todo show alguém grita isso! É quase uma tradição até! Eu me amarro no cara! E é só uma piada! Aí, esse pessoal leva tudo muito a sério! Caralho... Pensei em pegar uma camisinha da minha carteira e fazer um balão e jogar pra cima, como rola em todo show, pra mostrar pra Tainá que eu sou uma cara consciente, tipo: "Aí, Tainazão, se tu se animar, eu tô preparado!", mas depois dessa vi que senso de humor não é o forte dessa galera...

O tempo tava passando e nada de eu ficar com minha nova amiguinha. Quando fui tentar falar uma coisa no ouvido dela, foi o exato momento em que começou uma outra música. Foi aí que a louca deu um grito e um pulão tão altos que eu levei uma cabeçada violenta bem no meio do meu queixo! Ela não sentiu nada, óbvio, pois estava em transe hipnótico só por causa de uma canção sobre a beleza de ser palhaço ou lirismo do samba ou qualquer outra coisa do gênero. A porrada foi tão forte que eu mordi um pedaço da língua. Minha boca encheu d´água e sangue na hora! Enquanto eu lutava pra não desmaiar, instintivamente enfiei a manga da minha camisa na boca pra estancar o sangue e não cuspir tudo em cima de Ana Claudia e Jandaína or something. Só que estava tão tonto com a cabeçada que tive que me segurar em uma ou outra pessoa pra não cair duro no chão. Foi quando ouvi: "Nossa, que horror! Lança-perfume! Esse playboy tá doidão de lança! Que decadência..." Lança-perfume? Cara, lógico que não! E mesmo que tivesse, todo show tem isso! Mas nesse, não pode. É "do bem". É feio ter alguém cheirando loló!! Pô, todo show que eu fui na vida tinha alguém movido a clorofórmio. Aqui, não. Rapaz, onde fui me meter?

Babei na minha camisa até o ponto dela ficar ensopada! Fui ao banheiro tentar me recuperar do cacete que tomei. Lavei o rosto e tirei a camisa. Quando voltava passei por uma galera e ouvi resmungarem alguma coisa do tipo: "...e esse mala aí sem camisa..." Porque não se pode tirar a camisa num show? Isso aqui não é só uma apresentação de uma banda? Parecia que eu ainda estava na Europa! Regulões do caralho... E, afinal, o que significa "mala"?

Estava enxergando tudo embaçado e notei que minhas lentes de contato tinham saltado pra longe com a cabeça-aríete de Tainá e esmagadas por centenas de sandálias de dedo. Lembrei que sempre levo um par de lentes extras no bolso. É uma parada moderna que eu achei lá em Londres. Um estojo ultrafino com uma película de silicone transparente dentro que mantém as lentes umedecidas e prontas para uso. Abri o estojo e peguei cuidadosamente a película com as duas mãos e elevei-a contra a luz para conseguir achar as lentes. Estiquei os polegares e indicadores, encostando uns nos outros, para abrir a película entre esses dedos. Balançava o negócio levemente, de um lado para o outro, contra a pouca luz que vinha do palco para conseguir localizar as lentes. Não estava enxergando nada direito! Quando tava lá com as mãos pra cima, fazendo uma força absurda pra achar as lentes, um dos caras legais com nomes simples, me deu um puta safanão no ombro. É claro que o silicone voou longe também... Caralho, minhas lentes! Custaram uma fortuna! Que filho da puta! "Que sinal é esse que tu fazendo aí, meu irmão? Tá desrespeitando as meninas?"

"Que sinal?? Que sinal??", respondi, assustado!

"De buceta, palhaço!", apertando o meu braço que nem um aparelho de pressão desregulado. "Você tá no show do Los Hermanos, ouviu? Los Hermanos! Ninguém faz sinal de buceta em um show do Los Hermanos, sacou?", gritou o tal hipponga na minha cara.

Que viado, eu não tava fazendo nada! Parecia uma freira de colégio! Que lance é essa de buceta? Da onde esse prego tirou isso? As meninas... (Perái! Menina? A mais nova aí tem uns 25!) ficaram me olhando com a cara mais escrota do mundo! A essa altura, já tinha percebido que não ia agarrar a Tainá nem que eu fosse o próprio Caetano Veloso! "Bento", que nome mais ridículo... Isso aqui é um show ou uma reunião de alguma seita messiânica escolhida para repovoar a Terra?

Caramba, que noite infernal! Tava com a língua sangrando, sem enxergar direito, só de calça, arrotando sem parar e puto da vida porque só tinha aceitado vir aqui por causa de mulher. Estava no meu limite. Isso era um show ou uma convenção do Santo Daime? Que patrulhamento! E, de repente, vejo Tainá e seus amigos olhando feio pra mim e cantando a seguinte frase: "Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?" Aí foi demais! Eu me atrevo: Ritmo, melodia e harmonia. Pronto, só isso! Mais nada! Olha só: foda-se o samba, foda-se o circo, foda-se a obsessão por barba da família Campelo e, principalmente, foda-se essa galera "do bem" que está aqui!

Apesar de tudo, a banda é realmente é muito boa! O que incomoda mesmo é esse público metido a politicamente correto e patrulhador e a imprensa que força a barra pra vender alguma imagem hipertrofiada do que rola de verdade. Esse climão de festival antigo de música popular brasileira, daqueles com imagens em preto e branco, com todo mundo participando, que volta e meia reprisam na tv, tudo lindo e maravilhoso. "Puxa vida, um novo movimento musical brasileiro!"? "Estamos realmente resgatando a nossa cultura!" ? Que exagero... Ei, é só música pop! MÚSICA POP!

Caralho, finalmente lembrei! Eu conheço uma música deles! Ouvi em Londres! Numa última tentativa de salvar meu filme com Tainá, na hora do bis, berrei bem alto: "TOCA ANA JULIA!" Só acordei no hospital. Tomei tanta porrada que vou ter que fazer uma plástica pra tirar as marcas de pneu da minha cara! Fui pisoteado! Neguinho ficou puto! Qual é o problema com essa música? Me lembro de estar sendo chutado pela elite dos estudantes universitários brasileiros e da própria Tainá, gritando e me dando um monte de bolsadas na cabeça! Que porra louca! Tentaram me linchar! Ofendi todo mundo! Pô, Ana Julia é uma música boa sim! É um pop bem feito! Se não fosse, o "Seu Jorge" Harrison não teria gravado, né? Se ele não entende de música, quem entende? Me disseram depois que o tal Campelo se retirou do palco chorando, magoado, e o outro irmão mais novo dele, o nervosinho que imita o Paul McCartney, pulou do palco pra me bicar também. Do bem? Do bem é o cacete...

Aí, sinceramente, ainda prefiro o show do Camisa de Vênus...
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2018.10.26 16:36 VittoriaVitaPT De que maneira o bebê vê o mundo de 0 a 1 ano de idade?

De que maneira o bebê vê o mundo de 0 a 1 ano de idade?
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Os órgãos de visão da criança no momento de seu nascimento ainda não estão completamente formados e continuam a se desenvolver até que o bebê tenha um ano de idade. O médico-cirurgião em uma das clínicas britânicas, Dr. Romesh Angunauela, con tu como isso acontece.
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Os olhos do recém nascido abrem pela primeira vez ainda no ventre da mãe, a primeira coisa que as crianças vêem é a escuridão ea luz. Após o nascimento, os bebês usam essa compreensão básica do contraste para formar imagens a partir de formas e linhas.
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Ao mesmo tempo, nas primeiras semanas, o bebê vê tudo em preto e branco. Seus olhos ainda estão funcionando mal.
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Com cerca de dois meses de idade, a primeira cor que um bebê começa a distinguir é vermelha.
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Até 4 meses, as crianças começam a distinguir objetos localizados aproximadamente 25 cm de seus rostos. O bebê começa a coordenar os movimentos de seus braços e pernas mais ou menos na mesma idade.
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A parte do cérebro responsável pelo processamento da visão ocupa 1/3 do córtex cerebral de um bebê.
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O recém nascido não consegue distinguir as cores, com menos de um ano de idade.
Porque eles quase não têm conexões entre os receptores cerebrais. Somente cores muito brilhantes que contrastam e destacam-se fortemente começam a ser percebidas em primeiro lugar.
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No momento em que a criança começa a engatinhar (com cerca de 9 meses), o trabalho do sistema visual melhora significativamente. Ele já pode intencionalmente capturar as coisas em vez de usar tudo que foi parar a mão.
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A visão do recém nascido é completamente formada por cerca de dois anos de idade. Para ajudar o recém-nascido a desenvolver adequadamente a sua visão, os pais não devem formar o estilo de quarto do recém nascido em tons de pastel. Os pais precisam de usar roupas com cores contrastantes e brilhantes. Além disso, ao lidar com o recém nascido, e necessário manter a distância correta - cerca de 30 cm. vittoriavita.com
#vittoriavita_pt #em_rubrica_util_para_os_pais #formação_de_visão #recem_nascido
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2018.07.29 04:42 Kiraua Um Subreddit sobre enigmas. Já começou.

Nove dias atrás postaram o primeiro desafio. Aparentemente os primeiros 5 que completarem o enigma poderão participar dessa empresa indie.
Não sou muito experiente nessas coisas, mas vou querer brincar também. Esse é o Subreddit Aquarum. Assim você poderá ver os dois posts com as imagens.
Pelas palavras do criador do sub algumas pessoas conseguiram avançar. Acredito que posso definir que quando se consegue completar alguma fase os criadores acabam sabendo de alguma forma. Provavelmente você receberá um link ou email para poder continuar.
Vou dizer o que já sei (que é o básico).
Existe dois posts no sub. Um de boas vindas e outro declarando o inicio do enigma. Os dois tem imagens aparentemente simples. Baixei a imagem em formato Rar para ver se tinha algo mais, só que aparentemente não. Deve ter outra técnica de criptografia hexadecimal ou algo assim, boa sorte para quem tentar (eu estou estudando sobre). O curioso mesmo são os filenames.
O nome da primeira imagem é "papm7berdza11". A imagem em si é só uma mensagem de boas vindas com um logo bem curioso. A segunda imagem tem o nome de "vrgnhyuqnta11". Nessa acredito ter mais coisas, já que existe alguns erros de português e eu quero acreditar que foi proposital. Falta um "a" na palavra "aliado", e na frase principal tem um corte no fundo, dividindo a tela em branco e preto. As palavras "Seja" e "pré-" estão separadas do resto da frase e o curioso é que a frase segue com letras maiúsculas, como se fosse de fato o inicio, ignorando completamente o "Seja" e pré-".
Peguei cada letra e alterei para um numero. Como se A fosse 1 e B fosse 2, etc. (só consegui pensar nisso de primeira) A segunda imagem ficou algo como: 23-18-7-14-8-25-21-17-14-20-1-11
No código hexadecimal só vamos conseguir letras a partir do 41 (acredito eu). Então provavelmente não é por esse caminho.
É uma certeza de que é algum tipo de criptografia. Como eu sou completamente leigo nisso não estou conseguindo saber qual é. Alguém tem alguma dica? Postem os seus avanços.
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2018.04.18 00:25 DpotDecor Azul Tiffany: Saiba Como Usar Na Sua Decoração +68 Inspirações

Sofisticado e delicado, o azul Tiffany é uma cor muito famosa e desejada em projetos de design de interiores. Se você, assim como nós, é apaixonada nesse tom e quer fazer a sua própria decoração azul Tiffany, confira as dicas e os exemplos inspiradores que separamos!
Quarto de casal em azul tiffany Projeto de Paula Ferrari 1. Seguindo as nossas recomendações, você vai conseguir fazer uma decoração com azul Tiffany tão harmoniosa quanto esta de Paula Ferrari
Breve história do azul Tiffany O azul Tiffany se tornou conhecido por causa da Tiffany & Co., uma das empresas de jóias mais famosas do mundo. Fundada em 1837, a marca só começou a usar essa cor em seus materiais quase uma década depois, em 1845, mas logo o azul Tiffany virou sinônimo de elegância.
decoração com detalhes azul tiffany Projeto de Daniela Gradella 2. Esse tipo de azul traz a ideia de exuberância. Projeto de Daniela Gradella
Para validar o reconhecimento da cor que havia criado, a Tiffany & Co. fez uma parceria com a Pantone, a principal empresa de cores do mundo, para registrar o azul Tiffany. O tom foi nomeado pela Pantone como “Azul 1837” em homenagem ao ano de inauguração da joalheria.
  1. Além de ser também um tom divertido, alegre. Projeto de SP Estúdio
Ah, muitos confundem o azul Tiffany com o azul turquesa e tudo bem ter essa dúvida. Na verdade, o Tiffany é uma variação do turquesa, que também é uma cor muito ligada ao refinamento. Isso porque o azul turquesa recebeu esse nome em função de uma pedra natural que desde a antiguidade é usada para a produção de joias e itens de luxo.
Sala de estar com poltrona azul tiffany Projeto de Rap Arquitetura 4. Veja só como um móvel como uma poltrona azul Tiffany se destaca em um ambiente neutro. Projeto de Rap Arquitetura
Cozinha com banquetas azul tiffany Projeto de SP Estúdio 5. As banquetas coloridas deixam a cozinha mais interessante. Projeto de SP Estúdio
Porém, também é possível usar a cor em paredes e até mesmo em ambientes inteiros. Uma sala, cozinha ou quarto azul Tiffany podem ficar super interessantes e chamativos, isso sem deixar o cômodo desconfortável.
Quarto azul Tiffany Projeto de Sonia Pozo Prado Mello 6. Quarto azul Tiffany. Projeto de Sonia Pozo Prado Mello
As combinações com outras cores também podem fazer o azul Tiffany se destacar, como é o caso quando usamos ele junto com tons neutros, como o branco, o preto e o cinza. Aliás, essas misturas podem deixar o local com um ar bem moderno.
Cozinha com azulejo azul Tiffany Projeto de TT Interiores 7. O azulejo azul e branco deixa o projeto de TT Interiores mais alegre
Aliás, se quiser um visual moderno, você pode também usar metálicos com o azul Tiffany. Essa é uma combinação que fica realmente fascinante!
Quarto azul Tiffany com pendentes metálicos Projeto de Esther Zanquetta 8. O azul Tiffany combina perfeitamente com os pendentes metálicos. Projeto de Esther Zanquetta
Você pode também combinar sua decoração azul Tiffany com outros tons de azul ou de verde, é uma aposta segura, digamos. E, se quiser ousar um pouco mais, dá também para usar cores vibrantes, como o laranja, o rosa e o amarelo.
Quarto azul Tiffany com detalhes coloridos Projeto de Karen Pisaca 9. Todas essas cores deixam o quarto com um visual bem jovial. Projeto de Karen Pisaca
Por fim, saiba que essa coloração é bem-vinda em qualquer ambiente, até mesmo em espaços comerciais. Aliás, o quarto azul Tiffany fica super aconchegante, já que o azul é uma cor bem recomendada para esse tipo de cômodo e esse tom é bem leve.
Sala com parede azul Tiffany Projeto de Ana Carolina Campos França 10. A sala de estar também se beneficia do uso desse tom vibrante de azul. Projeto de Ana Carolina Campos França
Com essas dicas vai ficar bem mais fácil fazer sua decoração azul Tiffany, não é mesmo? Seja usando uma poltrona azul Tiffany ou paredes inteiras, com certeza o seu projeto vai ficar lindíssimo!
Sala de estar com poltrona azul Tiffany Projeto de Liliana Zenaro 11. Aqui, vemos como o azul Tiffany pode estar em móveis e também em detalhes da decoração. Projeto de Liliana Zenaro
+57 imagens de decorações com azul Tiffany Banheiro azul Tiffany Projeto de Aquiles Nicolas Kilaris 12. O azul Tiffany também pode ser usado no banheiro. Projeto de Aquiles Nicolas Kilaris
Cozinha com mesa azul Tiffany Projeto de Ingrid Rosien Nichols 13. No projeto de Ingrid Rosien Nichols, vemos o azul turquesa e o Tiffany no mesmo ambiente
Cozinha com paredes azul Tiffany Projeto de Yamagata 14. Paredes azuis, deixando a cozinha mais moderna. Projeto de Yamagata
Cozinha azul Tiffany Projeto de Moussi Arquitetura 15. Mais um projeto de cozinha nesse tom de azul. Projeto de Moussi Arquitetura
Cozinha com armários azul Tiffany Projeto Mariana Rodrigues 16. Cozinha com armários azul Tiffany. Projeto Mariana Rodrigues
Cozinha gourmet com armários azul Tiffany Projeto de Ana Cano Milman 17. Os armários se destacam no projeto de Ana Cano Milman
Poltronas azul Tiffany Projeto de Glaucia Britto 18. Ao invés de cadeiras, a arquiteta Glaucia Britto usou poltronas azuis em volta da mesa
Armário azul Tiffany Projeto de Idealizzare Arquitetura 19. Armário aéreo azul Tiffany. Projeto de Idealizzare Arquitetura
Parede azul Tiffany Projeto de Ionara Oliveira 20. A combinação do Tiffany com o preto deixa o ambiente com aparência moderna. Projeto de Ionara Oliveira
Home office com paredeazul Tiffany Projeto de Buji 21. A parede azul deixa o home office com uma aparência menos séria. Projeto de Buji
Balcão de madeira de demolição azul Tiffany Projeto de Marta Lilianne Grucci 22. Balcão de madeira de demolição com gavetas azul Tiffany. Projeto de Marta Lilianne Grucci
Lavabo azul Tiffany Projeto de Triart Arquitetura 23. Lavabo com paredes e teto Tiffany. Projeto de Triart Arquitetura
Quarto de casal rosa com azul Tiffany Projeto de Jean Felix 24. Quarto de casal com parede rosa com azul Tiffany. Projeto de Jean Felix
Banheiro com azul Tiffany Projeto de Lojas KD 25. Banheiro com pastilhas azuis. Projeto de Lojas KD
Banheiro com revestimentos azul Tiffany Projeto de Condecorar 26. Banheiro com revestimentos na cor azul Tiffany combinando com a toalha. Projeto de Condecorar
Quarto de menina com cabeceira azul Tiffany Projeto de Renata Cafaro 27. Quarto de menina com cabeceira azul Tiffany. Projeto de Renata Cafaro
Quarto com toques de azul Tiffany Projeto de Jacqueline Fumagalli 28. No projeto de Jacqueline Fumagalli, toda a decoração do quarto conta com toques de Tiffany
Cabeceira azul Tiffany Projeto de Cecilia Delavy 29. Cabeceira azul Tiffany. Projeto de Cecilia Delavy
Roupas de cama azul Tiffany Projeto de By Arquitetura 30. O lado bom de usar roupas de cama coloridas é que isso possibilita mudar a decoração do quarto frequentemente. Projeto de By Arquitetura
Apoio de parede azul Tiffany Projeto de Sandra Pompe 31. Apoio de parede azul Tiffany. Projeto de Sandra Pompe
Objetos decorativos azul Tiffany Projeto de Elen Saravalli 32. Você pode também usar o azul Tiffany em detalhes, como neste projeto de Elen Saravalli
Cadeiras azul Tiffany Projeto de Zaav Arquitetura 33. As cadeiras azuis se destacam mesmo à distância. Projeto de Zaav Arquitetura
Banco com topo azul Tiffany Projeto de Rodrigo Maia 34. Banco de madeira com Tiffany. Projeto de Rodrigo Maia
Tapete preto e azul Tiffany Projteo de Fernanda Azevedo Mancini 35. Tapete branco com azul Tiffany. Projeto de Fernanda Azevedo Mancini
Poltrona azul Tiffany Projeto de Ana Carolina Campos França 36. Poltrona Tiffany combinando com as almofadas. Projeto de Ana Carolina Campos França
Cadeiras azul Tiffany Projeto de Gabriele Barotto 37. Cadeiras azul Tiffany com design contemporâneo. Projeto de Gabriele Barotto
Móvel azul Tiffany Projeto de Larissa Minatti 38. Móvel azul Tiffany na sala de TV. Projeto de Larissa Minatti
Parede azul Tiffany Projeto de Morar Mais Por Menos Goiânia 39. Parede azul em harmonia com a decoração neutra. Projeto de Morar Mais Por Menos Goiânia
Poltronas azul Tiffany Projeto de AMC Arquitetura 40. Poltronas azuis em sala colorida. Projeto de AMC Arquitetura
Sala de estar com poltrona azul Tiffany Projeto de Gislene Lopes 41. Sala de estar com poltrona azul Tiffany. Projeto de Gislene Lopes
Cadeiras azul Tiffany na varanda Projeto de Ana Carolina Sauma 42. Cadeiras Tiffany na varanda em um projeto neutro de Ana Carolina Sauma
Poltrona azul Tiffany em sala colorida Projeto de Flavia Bastiani 43. Poltrona azul em sala colorida. Projeto de Flavia Bastiani
Móvel azul Tiffany Projeto de Escritório Renata Pisani 44. Móvel azul Tiffany em sala com cores claras. Projeto de Escritório Renata Pisani
Móvel azul Tiffany Projeto de D2N Arquitetura 45. Garden sit em azul Tiffany. Projeto de D2N Arquitetura
Sala com cortina turquesa e almofadas azul Tiffany Projeto de Casa Cor Brasília 17 46. Cortina turquesa e almofadas Tiffany. Projeto de Casa Cor Brasília 17
Aparador azul Tiffany Projeto de Claudia Comparin 47. Aparador azul Tiffany em sala integrada. Projeto de Claudia Comparin
Paredes azul Tiffany Projeto de Casa Cor SP 2017 48. Paredes azuis em ambiente sofisticado. Projeto de Casa Cor SP 2017
Paredes azul Tiffany com painel de mármore Projeto de Morar Mais por Menos Goiânia 49. Paredes azuis com painel de mármore. Projeto de Morar Mais por Menos Goiânia
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